Costanza Who - logo preto

bla bla bla marina

Follow Us

Pesquisar

Arte generativa: ainda faz sentido falar em óleo sobre tela?

À primeira vista, dois produtos totalmente distintos: um tem um valor estético e o outro, prático. Mas e se os dois pudessem ser combinados numa nova forma de criação? Pois é justamente o que já acontece desde os anos 60, e leva o nome de Arte Generativa.

O conceito é simples: toda arte que é total ou parcialmente criada usando um sistema autônomo, que toma decisões que teriam sido tomadas por uma pessoa. “Arte generativa não traz necessariamente a linguagem de programção”, explica o designer e artista digital Murilo Gasparetto. “O primeiro a fazer algo parecido foi, na verdade, Bethoven. Ele escreveu e numerou alguns trechos de sinfonias, e com o rolar dos dados foi sorteando esses trechos e compondo. Então o que acontece é que você se baseia num sistema pra construir uma obra de arte, dividindo a autoria com ele. No nosso caso, a gente usa de uma prátrica artística chamada creative coding, ou seja, usamos a programação para criar uma peça gráfica. Se é arte ou programação? É os dois”.

Murilo, que é um amigo querido e um incrível profissional polivalente, se ofereceu para me ajudar neste novo começo e criar algumas artes exclusivas para o Costanza Who. Então sim, ele é o cérebro e as mãos (e o suor) por trás das ilustrações geométricas que habitam a homepage aqui do site. “Aqui, a gente aproveitou uma página que já tem uma certa rolagem e se apropriou disso para fazer uma ilustração que não é mais estática e reage junto com o usuário. Com isso, o usuário também se sente participante do processo de criação, ele se torna ativo.”

Foi numa dessas nossas conversas, em que ele tentava me explicar tudo que poderia ser feito dentro do universo da arte generativa, que ele me fez uma provocação que não sai da minha cabeça: ainda é relevante pensar em arte nas configurações tradicionais?

Desde 1960 ou 1970, existe uma crescente de artistas que exploram componentes eletrônicos e digitais para ampliar o que a gente entende como arte. E com isso, começaram a nascer obras que não são mais estáticas. “A gente está em 2019, passando pela quarta revolução industrial. Na minha opinião, não faz mais sentido falar de tinta óleo sobre tela. Tem milhares de dispositivos conectados numa rede à nossa disposição. Hoje o computador está muito bem difundido, por exemplo, então por que não levar peças para esses ambientes usando movimentos e interfaces que são particulares desses ambientes?”.

// Para quem se interessou, dá pra encontrar o Murilo Gasparetto aqui: Linkedin / Portfólio

Fundadora & Editora do Costanza Who. Jornalista e produtora de conteúdo sobre moda, beleza e comportamento.

Deixe um comentário