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Fashion Pact: 32 marcas fazem acordo sustentável, mas será ele eficaz?

Numa semana em que questões ambientais estão (talvez finalmente) chamando atenção do mundo todo com a maior onda de incêndios já vista na Amazônia, parece vir em boa hora o anúncio do comprometimento de 32 empresas globais de moda com o chamado Fashion Pact. Ele foca em três áreas específicas – clima, biodiversidade e oceanos –, e se define como um conjunto de diretrizes para guiar a indústria têxtil. Vale a pena ressaltar, no entanto, que o documento não tem nenhum tipo de valor jurídico e, embora estabeleca metas númericas, não se propõe a trabalhar com nenhum tipo de medida punitiva caso estas não sejam cumpridas. Fica, então, o questionamento: será está iniciativa realmente capaz de tornar a moda mais sustentável?

A iniciativa foi um pedido do presidente da França, Emmanuel Macron, para o CEO do grupo Kering (leia-se Gucci, Balenciaga, Yves Saint Laurent) no começo desse ano. A missão: reunir os principais líderes em moda e têxtil com o objetiv de definir objetivos práticos para reduzir o impacto ambiental da sua indústria. Entre os grupos que aderiram, estão Adidas, Burberry, Chanel, Prada, Hermès, Gap, Stella McCartney, H&M e Moncler, o que já representa em média 150 marcas. Dos que ficaram de fora, é importante ressaltar o grupo LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton, o maior do mundo em número de vendas.

“A partir de agora, a possibilidade de direcionar esses objetivos junto com outras importantes empresas de moda representa uma esperança concreta para um desenvolvimento sustentável que ninguém poderia alcançar sozinho”, concluiu o presidente do grupo Prada, Carlos Mazzi. “Isso não é sobre regulação”, desse Marie-Claire Daveu, diretora de sustentabilidade do grupo Kering em entrevista ao NY Times. “Nós não podemos punir os grupos diretamente. Mas, ao nos comprometermos com uma transparência aprimorada e coletiva, existe um incentivo para os membros do pacto a se ater às metas e não ficar para trás.”

A indústria da moda é responsável por cerca de 10% das emissões de carbono, em nível global, e 20% do desperdício de água. É fácil de concluir, portanto, a urgência e a importância de um movimento integrado para resolver essas questões o quanto antes. Fica o questionamento, no entanto, se o Fashion Pact será capaz de suprir essa necessidade.

Fundadora & Editora do Costanza Who. Jornalista e produtora de conteúdo sobre moda, beleza e comportamento.

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