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Sneak Peak: por dentro da redação do Steal The Look

Se você está sempre atrás das últimas tendências e novidades da moda, com certeza já ouviu falar no site Steal the Look, a autoridade máxima do que existe de mais quente aqui no Brasil. Não é pra menos: a dupla dinâmica das co-fundadoras Manuela Bordasch e Catharina Dieterich foram as verdadeiras responsáveis pelo sucesso do formato “roube o look”, mostrando onde você conseguiria de fato encontrar e comprar todo aquele conteúdo de moda que você consumia nas revistas e blogs. Parece óbvio, mas em 2012 não era essa a visão do mercado!

No ano passando, elas deram mais um passo gigante ao inaugurar o Steal The Look Shop – um marketplace próprio com uma curadoria certeira, entre nomes consagrados e outras descobertas descoladíssimas. Os n´úmeros não mentem: o site começou 2018 com o maior pico de acessos da história do STL, chegando a 150 mil acessos em um único dia. Em média, eles somam mais de 2,2 milhões de acessos mensais e tem faturamento previsto de R$ 3.5 milhões em 2018. Conversamos com as meninas para tentar entender um pouquinho melhor como o sucesso.

Steal The Look

Como nasceu o projeto do Steal the Look?

Em 2012 colocamos o STL no ar, mas nunca com o intuito de ser um blog. Não teve um super planejamento, mas sabíamos que não íamos falar da vida pessoal de nenhuma de nós, e nem queríamos usar a nossa imagem. A ideia inicial tinha o mesmo propósito que o STL mantém até agora: ajudar as mulheres a encontrarem para comprar o que elas vêm no street style, e a adaptar as tendências que elas se identificam para a vida real.

O STL nasceu a partir da vontade de fazer algo diferente. Quem mais incentivou vocês nesse processo? Ouviram que jamais daria certo?

Os nossos namorados e famílias com certeza foram os maiores incentivadores, que acreditaram, e de certa forma participaram do projeto desde o dia um. Ouvimos que jamais iríamos ganhar dinheiro, principalmente com tantos sócios (na época 4). Também ouvimos que o STL seria apenas um hobbie, que não iria pagar as nossas contas.

Vocês já pensaram em desistir? O que fez vocês mudarem de ideia?

Nunca! Apesar de muitas vezes nos frustramos com a dificuldade que é empreender no Brasil devido a tanta burocracia e impostos surreais. A satisfação e realização de ver o nosso negócio dando certo vai muito além.

Qual foi o primeiro momento que vocês pensaram “deu certo”?

No final de 2013, nos reunimos e fizemos uma decisão: ou dedicaríamos 100% do nosso tempo para o projeto, ou, de fato, ele seria pra sempre um hobby. A única que já havia se demitido do antigo emprego era a Manu, e foi a vez de eu e os outros sócios tomarmos a mesma decisão. Colocamos uma meta quase impossível, de que em até 6 meses teríamos que multiplicar os acessos do site por 10 – na época tínhamos em média 2 mil visitas diárias – e também que teríamos que pagar nossos próprios salários até o final desses 6 meses. Quando batemos o final do terceiro mês, alcançamos os que nos pareciam impossíveis 1 milhão de acessos mensais no site, e já pudemos até nos dar um aumento nos salários (pequenos, mas que já faziam a diferença!), o que era muito além das metas e do esperado.

Como isso mudou a forma que vocês produzem conteúdo para o blog? As equipes são bem separadas ou as coisas se conversam?

Não mudou absolutamente na produção de conteúdo para o STL. O StealTheLook.Shop é apenas mais um cliente do STL, olhando pela parte do conteúdo. A diferença é que temos a vantagem de ter todos os dados abertos desse “cliente”, o que faz com que as equipes, que são separadas (com exceção de mim e da Manu), se comuniquem bastante, visando melhorar os resultados.

Como é o dia-a-dia de vocês duas hoje? O que consome mais tempo?

Catharina – Quando estou em Los Angeles, meu dia a dia é calmo, tranquilo e com muita qualidade de vida: acordo antes das 7:00, tento meditar (ainda não me policiei pra fazer todos os dias, mas juro que estou tentando!), faço café e aí já conecto, pois tenho a dificuldade do fuso horário, que varia de 4 a 6 horas de diferença pra menos, aqui na California. A primeira coisa que faço é ver o que estão me perguntando no chat do gmail. As meninas falam comigo o dia todo por ali. E em seguida os emails. Aprovo pautas, marcas novas para o shop, e peças de social media para ambos os sites, e aí parto para a pesquisa de tendências e pautas, que é a parte que mais amo no meu trabalho. No final do dia eu vou para a academia ou corro até a beira da praia de Venice.

Quando estou no Brasil já é bem diferente: acordo e vou direto ao escritório, onde tomo o primeiro café, pois tento chegar lá bem cedo. Nos reunimos bastante pra discutir estratégias, reuniões com funcionários e clientes, o que torna o dia muito mais corrido, pois tenho de fazer também tudo o que faço quando estou em LA. Mas é divertido, pois acabo nunca caindo na mesmice!

Manuela – Tento ir na academia às 7h, apesar de morrer de preguiça e raramente conseguir, chego no escritório entre 8h e 8h30 e fico até umas 19h. A noite, quando não temos evento de trabalho, acabo ficando em casa pra tentar dar uma desligada, apesar de raramente conseguir, pois mesmo saindo do escritório as demandas continuam o tempo todo. Se eu não me policiar para tentar não pegar o telefone eu acabo ficando respondendo clientes e propostas até a hora de ir dormir. Mas é algo que estou aos poucos tentando mudar, pois estar o tempo todo conectado gera muita ansiedade e a gente acaba não descansando nunca.

Fundadora & Editora do Costanza Who. Jornalista e produtora de conteúdo sobre moda, beleza e comportamento.

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