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Vida de Modelo: Summer Time!

Um dos maiores perigos que uma pessoa corre quando começa a viajar a trabalho, como eu, é ser tomada por uma vontade incontrolável de viajar dentro de uma viagem. Agosto é um mês meio complicado pra quem vem modelar na Europa, já que a maioria das agências fecha nesse intervalo entre uma temporada e outra. Em Londres o mercado continua funcionando, mas num ritmo bem mais lento. Depois de tanto trabalho e correria, nada mais justo do que me permitir tirar umas férias, e o destino escolhido não podia ser melhor: IBIZA!

Eu já tinha visitado a Espanha há 9 anos, quando meu tio João Neto se mudou para lá, mas, aos 14 anos, Ibiza costuma ficar fora do roteiro (ou não, já que até o Ronald, filho do Ronaldo Fenômeno, estava curtindo as festas mais badaladas do verão europeu). Junto com minha amiga Michelle Xavier, fizemos nossas malas e partimos para a ilha espanhola afim de encontrar outras amigas brasileiras que conhecemos em Milão. Como meu vôo era de madrugada e eu não conseguia dormir de tanta ansiedade, fui pra Maddox, minha balada preferida em Londres e, de lá, parti para o aeroporto toda animada! Saí daqui com uma expectativa tão alta que nunca poderia imaginar que aquele lugar seria ainda melhor do que imaginei.
Vida de Modelo Sol, música, amigos, e muita, mas muita alegria. Ibiza tem uma vibe inacreditável… Em 7 dias não toquei em nenhum tipo de droga, bebi pouco e, mesmo assim, pulava e gritava como se cada show fosse o último da minha vida. Avicii, David Guetta, Swedish House Máfia, Solomun e afins embalaram as nossas tardes e noites no Ushuaia, na Pachá e na Amnésia. A cidade estava cheia e, como todo mundo ia pras mesmas festas, deu tempo de trombar com muita gente famosa: Paris Hilton, Daniel Alves, Neymar, Leonardo di Caprio, Justin Bieber, Orlando Bloom… Todos presentes!

De dia a gente aproveitava pra curtir a piscina sob um sol fortíssimo e uma vista de cair o queixo. À tarde, hora de ir para o Ushuaia, dançar a céu aberto nos principais shows da temporada de verão. Pra quem gosta de música eletrônica, Ibiza é imperdível. Outro point que eu adorei conhecer é o bar Blue Marlin, que fica à beira mar e tem uma comida deliciosa. Lá é possível reservar camas enormes para curtir a praia da maneira mais confortável possível enquanto você bebe um vinho rosê geladinho e degusta um peixe branco… um sonho! Na hora do jantar, uma boa pedida é o Cipriani, um restaurante que eu adoro, que serve uma comida italiana deliciosa! Na unidade de Ibiza você pode escolher entre ficar num ambiente fechado, na área externa ou no segundo andar, que é mais tranquilo e tem uma vista linda.
Vida de Modelo Fora todo o agito, a gastronomia e umas taças de sangria, é preciso organizar o tempo na ilha pra conhecer suas belezas naturais. A cor da água do mar espanhol me deixou hipnotizada: uma mistura de tons de azul inacreditável parecia uma pintura diante dos meus olhos. Passeios de barco são perfeitos para explorar a beleza natural de Ibiza. É possível ir para muitos lugares diferentes alugando um barquinho ou até um iate… e a primeira região que alguém deve se preocupar em conhecer é Formentera, uma pequena ilha com menos de 10 mil habitantes que fica a 30 minutos de Ibiza. Hoje, só posso dizer que me sinto muito feliz por ter a oportunidade de conhecer lugares tão bonitos, ainda mais ao lado de pessoas tão especiais. Voltei pra Londres com mais amigos do que quando parti, ri, gritei e dancei, dancei, dancei. Essa viagem vai ficar na minha memória pra sempre e espero poder voltar lá no próximo verão. Agora…de volta a realidade. Hora de focar nos próximos passos em Londres onde, por sinal, a chuva está dando o ar da graça, mais uma vez. Até a próxima!

Não entendeu? Vida de Modelo é o nome da coluna da Mariana Yamamoto, que deixou sua vida em São Paulo e embarcou em março de 2014 para Milão – de contrato assinado com a Ford, é claro! E a profissional faz desse espaço seu diário nem-tão-pessoal-assim.

*Por Mariana Yamamoto, em colaboração ao Costanza Who

 

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Vida de Modelo: 5 coisas que aprendi em Milão

Hello pessoal! Depois de um período considerável de sumiço, estou de volta. Motivo do meu desaparecimento: a Marina quer ser mil pessoas ao mesmo tempo e eu também. Mas a gente já acertou as agendas e aqui estou, mais uma vez, para contar sobre as minhas andanças. Em primeiro lugar, não estou mais em Milão. Minha temporada por lá acabou e a viagem continua em outro endereço: Londres! Pois é, acho que Deus reservou um tempinho dele pra mim nos últimos meses e está se encarregando de me guiar por lugares ma-ra-vi-lho-sos! Mas antes de contar sobre as minhas peripécias britânicas, trouxe cinco lições que aprendi na minha estadia na Itália.

1. A distância intensifica os sentimentos.

Imagine ter três meses para criar um círculo de amizades, encontrar pessoas dignas de confiança, identificar as melhores festas, descobrir onde vendem o melhor sorvete italiano e, eventualmente, se apaixonar por alguém. Se tem gente que demora anos pra se adaptar a um novo ambiente, como eu ia fazer isso em 3 meses? O fato é que, quando se está fora de casa e com pouco tempo para entender a lógica de um espaço desconhecido, tudo acontece em velocidade máxima. Claro que ser comunicativa (ao extremo, as vezes) e estar com a mente 100% aberta para o novo já me fizeram avançar algumas casas nessa corrida contra o tempo. Agora, tomando certa distância dos acontecimentos e analisando os laços que eu criei, chego à conclusão de que a capacidade do ser humano de criar uma nova comunidade ao seu redor é fascinante. Sem a menor cerimônia posso falar que fiz amizades verdadeiras em Milão e, obviamente, conheci pessoas descartáveis. Uma espécie de seleção natural instantânea tomou conta de mim porque, afinal, não tinha tempo a perder. Com esses novos amigos, criei uma família longe de casa e isso me ajudou muito a me sentir segura, evoluir no meu trabalho e a aguentar a saudade daqueles que ficaram no Brasil.

2. Esse mundo é minúsculo.

Se a lógica do “mundo ovo” valia para São Paulo e suas inúmeras coincidências geográficas, para a minha surpresa, em Milão o mundo ficou menor ainda – como um ovo de codorna. Comparada com a metrópole brasileira, a cidade da moda é muito pequena e, de um jeito ou de outro, todo mundo se cruza. Isso pode ser ótimo em algumas situações e péssimo em outras. Quer dizer que você sempre vai encontrar aquelas pessoas que queria e, em algum momento, vai dar de cara com quem não quer ver nem pintado de ouro. Quando transportamos essa ideia para o mundo da moda então, a esfera fica cada vez menor: os fotógrafos e as agências se conhecem, as modelos se esbarram pela estrada afora e, no final, tudo acaba em pizza, massa e sorvete! É extremamente importante lembrar de NUNCA fazer comentários maldosos na sua língua nativa. Você nunca vai imaginar que o dono do restaurante vai sempre para São Paulo, tem uma casa em Floripa e amigos no Rio de Janeiro. Cuidado! Rs

Vida de Modelo

3. O que não mata engorda.

Alguém se lembra dos primeiros posts por aqui? Eu toda saudável dizendo que nem imaginava o gosto do brioche e não tinha provado nem uma pizza italiana? Pois é meus amores,  esse dia chega para qualquer ser humano em sã consciência que vai visitar a Itália. Eu admito que era uma pessoa melhor (ou pelo menos mais magra) enquanto ficava só na salada e nos biscoitinhos de arroz. Quando você se depara com a oportunidade de jantar em alguns dos melhores restaurantes do mundo, algo acontece de errado no processo de sinapses do seu cérebro que faz com que ele defina que você tem que comer tudo loucamente como se o mundo fosse acabar amanhã…Pps! Resultado: no final da minha viagem eu somei belos 4kg de gordura. Na minha profissão, isso significa morte súbita! Assim que acabou o contrato, me obriguei a tirar uma semana de férias para correr atrás do prejuízo e reeducar meu organismo. Com a mesma gula que eu comi tudo o que via pela frente, me concentrei e eliminei os 4 sacos de carbo que estavam presos nas minhas células. Depois de muito exercício e uma dieta com restrição de álcool e carboidratos simples voltei pro shape de modelo que nunca deveria ter perdido. Em Milão aprendi que a minha profissão pede disciplina e eu tenho que manter o foco! Mas quero deixar claro que não me arrependo de nada que ingeri. Comi coisas que talvez eu nunca mais tenha a oportunidade de comer e isso pra mim é experiência e cultura. Mas confesso que a minha disposição e o meu desempenho nas fotos é outro com uns quilinhos a menos.

4. Respirar.

Pois é, Milão me ensinou a fazer uma das coisas mais básicas e belas da vida: respirar. Não estou falando aqui do simples ato de inspirar e expirar. Falo da calma, da paciência, de caminhar com um propósito e as vezes sem nenhum. Milão me ensinou que é preciso sentar no meio do caminho mesmo quando se está atrasada pra deixar a cabeça organizar as ideias. Uma das coisas que mais me incomodam na vida é saber que muitas vezes a gente anda, corre, trabalha, estuda, faz e acontece sem saber o porquê. Um dia, em uma aula de teatro em São Paulo, meu professor disse: “olhem lá fora, pela janela. O que vocês vêem? Um monte de gente apressada tentando chegar em algum lugar. Porque vocês estão aqui, dentro dessa sala, aprendendo a caminhar e respirar?”. Eu não aprendi a caminhar nem a respirar naquelas aulas – eu estava no meio do caminho, dentro daquela sala mas com o desespero das pessoas lá de fora. Agora a minha ansiedade passou e eu amo ocupar o meu tempo respirando e caminhando com o corpo em equilíbrio. Eu encontrei tanta riqueza no ócio… Durante a minha vida toda eu atropelei etapas com uma sede absoluta de chegar em outras. Nessa corrida maluca deixei tudo pela metade e me perdi completamente. E foi justamente nos momentos de confusão mais intensos que eu fui capaz de tomar grandes decisões, porque fui obrigada a respirar, pensar, ou simplesmente seguir meu coração…

5. O processo é MUITO mais importante do que o resultado.

Mais uma vez vou falar sobre as minhas aulas de teatro, minha grande paixão. Durante 3 anos de curso profissionalizante eu ouvi muito a frase “Se preocupem mais com o processo do que com o resultado”. Sabe aquela fórmula de matemática que você sempre usou, sempre deu certo mas nunca fez sentido nenhum pra você? É basicamente disso que eu estou falando. Minha viagem ainda não acabou, eu não vi todas as fotos que eu tirei, não recebi feedback dos desfiles quefiz, não sei com quanto dinheiro vou terminar essa brincadeira e nem imagino o que será do meu dia de amanhã. No entanto, até agora eu: conheci 4 países, aprendi a falar italiano, fiz amigos dos mais diversos países, fui convidada para passar um tempo na casa de cada um desses amigos, fiz carinho em uma lhama (SIM!), dancei na chuva, assisti o GP de F1 quase encostada na pista, fiquei muito bêbada e tive a maior amnésia do mundo(e passei dia seguinte metade rindo metade chorando), conversei com um velhinho sobre a qualidade de vida na Suíça, ouvi de um senhor que eu sou uma jovem muito elegante e simpática, ouvi de uma jovem que eu sou uma magrela horrorosa, ouvi de uma senhora que a minha mãe merecia um presente especial por ter me educado tão bem (nesse dia eu chorei). Muitas outras coisas maravilhosas e outras nem tanto. Mas o processo, o caminho para sei lá onde eu estou indo, está me fazendo muito bem. Me faz feliz. O trem está passando e eu estou por aí, descendo e subindo dos vagões mas carregando comigo cada vez mais uma bagagem mais rica!

Não entendeu? Vida de Modelo é o nome da coluna da Mariana Yamamoto, que deixou sua vida em São Paulo e embarcou em março de 2014 para Milão – de contrato assinado com a Ford, é claro! E a profissional faz desse espaço seu diário nem-tão-pessoal-assim.

*Por Mariana Yamamoto, em colaboração ao Costanza Who

 

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Vida de modelo: conhecendo Milão e Zurique

Como eu adoro escrever esses textos! Em momentos como esse eu faço uma espécie de revisão da minha semana, vejo fotos, relembro sensações e construo uma linha do tempo na minha cabeça sobre o que já passou. Esses últimos dias foram bem agitados, pra variar. Foi uma semana de despedidas, definitivamente.

Minha roommate americana, a Alexa King passou comigo seus últimos dias aqui em Milão. Como é de praxe, depois de 3 meses aqui dá vontade de fazer tudo o que você não fez com calma durante a sua estadia e, principalmente, um desespero pra COMER tudo o que a Itália tem de melhor e seus compromissos como modelo te privaram de experimentar. Acho que a Alexa levou isso realmente a sério, e lá foi ela: sorvete, pizza, chocolate, massas, frutos do mar, pães, vinhos, brioches e muito, mas muito biscoito! A nossa Meg Ryan (sim, ela é a cópia dessa musa) enfiou o pé na jaca com toda a minha aprovação. Isso significa que tive a semana mais tentadora de todos os tempos – me comportei bastante, mas também me permiti algumas regalias.

Mariana Yamamoto

Eu, ela e o Thiemo, nosso amigo alemão, fomos, em primeiro lugar para porta Genova encontrar a melhor pizza que eu já comi até agora. Aparentemente nada demais: massa fininha, sabor marguerita e… o melhor molho de todos os tempos! O molho de tomate daqui é uma das melhores vantagens gastronômicas da Itália. Comi aquele pedaço de pizza parecendo uma criança e desejando que aquele momento não acabasse nunca (só quem vive de dieta na Itália sabe do que eu estou falando rs). Que noite maravilhosa! Estávamos sentados na beira de um rio que separa as ruas de porta Gênova e deixa o bairro mais charmoso. Muita risada, milhões de abraços apertados e a sensação de perda começava a aumentar.

Dessa vez, mudamos completamente o foco e fomos experimentar a noite da “high society” milanesa. Destino: Bamboo Bar, no Hotel Armani. Naquele momento Milão era tudo aquilo que quem não conhece imagina: glamour, vestidos Valentino, bolsas Chanel, make Dior… Um luxo! Já que estávamos nesse ambiente, nada mais justo do que coquetéis refinados e deliciosos. Não me perguntem o que eu tomei. Não perdi a conta, mas só escolhi as bebidas na base do “uni-duni-tê” porque tenho sérios problemas em fazer escolhas quando tenho muitas possibilidades. Na terceira e última rodada de bebidas da noite, meu amigo Thiemo diz: “Acho que vou querer isso aqui – apple pie caipirinha”. Como assim, caipirinha de torta de maçã?! Todos experimentamos, é claro. Resultado: era uma caipirinha com cachaça como todas as outras, exceto pelo fato de que vinha com pitadas de canela e blueberries no copo. Querem sabe o preço? Nada básicos 22 EUROS! Pois é, mais de 70 reais por uma caipirinha de pinga não faz sentido pra nenhum brasileiro! Mas valeu a experiência. Depois do bar, fomos pra o “The Club”, uma balada muito bacana. Dancei taaaaanto! A melhor sensação da noite foi perceber como 3 pessoas tão diferentes: uma brasileira, uma americana e um alemão podem “falar a mesma língua”!

O dia seguinte foi beeeem mais tranquilo. Eu e minha amiga brasileira, a Camila, resolvemos explorar o “Parque Lambro”. Tivemos a ideia de fazer um piquenique lá pra aproveitar a paisagem. Lindo, lindo, lindo! Passamos uma tarde caminhando, comendo e olhando pro céu deitadas na grama, refletindo sobre tudo que vivemos até aqui… Dia perfeito com essa menina que se tornou uma irmã pra mim. Desde que cheguei, a Mila me ajudou muito a aprender a andar pela cidade e começamos a pensar em lugares que gostaríamos de conhecer. A primeira coisa que a gente fez foi comprar passagens para Zurique, na Suíça! Ela estava louca pra ir e eu também. Eis que chega o fim de semana tão esperado e, dois dias antes da viagem, ficamos sabendo que ela iria trabalhar fora de Milão e não poderia viajar comigo. Que duro foi aceitar que não viajaríamos juntas… Mas viemos aqui pra trabalhar e o job que ela pegou era muito bom, então fiquei feliz por ela.

Mas ao mesmo tempo não foi fácil. Comecei a procurar alguém para comprar as passagens que estavam sobrando e encontrei a Marina Paris, uma menina que estudou na mesma escola que eu no Brasil há muitos anos! Dá pra acreditar que nos encontramos justo em Milão? Conversamos bastante e ela resolveu viajar comigo. Foi apenas incrível! Pegamos o trem às 7 da manhã na Estação Central de Milão e em 3hs estávamos em outro país. Três horas resumindo nossas vidas uma para a outra, Três horas de lembranças. Fiquei extremamente feliz de encontrar a Má por aqui, foi uma ótima companheira de viagem!

Mariana Yamamoto

Quando chegamos em Zurique estava acontecendo uma corrida na cidade – a gente nem imaginava! As ruas principais estavam fechadas (e as lojas também ) e parecia que toda a cidade atraca lá para assistir e incentivar os participantes. Eles torciam, gritavam, aplaudiam, vibravam… Que clima contagiante! Posso dizer que a gente foi muito bem recebida. Aliás, uma coisa que me chamou muito a atenção foi a maneira como os suíços nos tratavam. Eles adoravam dar informação, explicar como chegar até os lugares, falar sobre a cidade… E todo mundo parecia tão feliz, satisfeito, tranquilo. Agora sou suspeita para falar sobre essa viagem porque eu definitivamente me apaixonei pela Suíça. Até agora foi o lugar mais incrível que eu conheci.

Outro passeio imperdível na cidade é o Zoológico de Zurique. Acreditem, vale muito a pena passar algumas horas observando a fauna que está reunida lá! Animais aquáticos, anfíbios, bichos de todas as partes do mundo. Muitos deles bem dóceis! Os meus favoritos foram as lhamas! Dava pra passar a mão nelas até! Rimos e nos divertimos muito. Não me arrependo de ter passado metade do dia que tive na cidade visitando os animais.

De volta à cidade fomos procurar os famosos chocolates suíços. Pra começar só tinha uma loja de chocolates aberta e os doces pareciam um mais delicioso que o outro! Com o pequeno porém de serem caríssimos! Eu e minha inocência fomos pegar uma caixinha linda com 4 micro chocolatinhos e eles custavam reles 35 euros. Alooooooou! Qual a chance? Os preços contribuíram para a minha dieta e eu sai da Suíça com uma única barra de chocolate pra mim e mais 3 de presente. Vale dizer que a minha única barra durou dois dias porque a combinação chocolate e avelã parece acariciar o meu estômago. Apaixonadas pela cidade, cansadas e felizes, eu e a Marina voltamos para casa. Valeu cada segundo, e eu tinha certeza de que voltaria para lá um dia. Entre todos esses passeios e acontecimentos, muitos castings rolaram e mais alguns dias de trabalho! Fotografei em estúdio, na rua, num hotel. Estou muito feliz porque certamente vou embora daqui com um material bem mais forte do que o que eu tinha quando cheguei.

Espero que estejam gostando do resultado. Depois conto mais novidades, não deixem de acompanhar os próximos textos! Bacio! Ciao!

Não entendeu? Vida de Modelo é o nome da coluna da Mariana Yamamoto, que deixou sua vida em São Paulo e embarcou em março de 2014 para Milão – de contrato assinado com a Ford, é claro! E a profissional faz desse espaço seu diário nem-tão-pessoal-assim.

*Por Mariana Yamamoto, em colaboração ao Costanza Who

 

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