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Um dia de SPFW com a modelo Bruna Tenório

A primeira entrevista a gente nunca esquece. Logo que entrei na L’Officiel no começo de 2015, ainda como estagiária, minha primeira matéria (de página dupla!) foi com a Bruna Tenório. A gente nem se encontrou pessoalmente, foi tudo feito por e-mail, mas desde então tenho um carinho muito grande por ela. Só fui falar com ela mesmo nessa edição do SPFW, no backstage da Salinas. Como boa jornalista inconveniente, fui me apresentar e acabei acompanhando ela até a fila do banheiro – aqui a gente faz qualquer negócio por uma boa entrevista. Posso dizer? Fiquei ainda mais fã: ela é super gente como a gente, lembrou da matéria que já faz mais de um ano e ainda topou contar da rotina dela durante a semana para o blog.

Um dia de SPFW com a modelo Bruna Tenorio

A Bruna Tenório no backstage da Salinas, ainda sem saber que minutos depois dessa foto seria importunada pela jornalista aqui!

A Bruna Tenório faz parte de um time de modelos que já está numa outra fase da carreira. Hoje, com 26 anos, ela pode escolher a dedo os projetos que participa. Não é para menos: ela já cruzou as passarelas das maiores grifes de moda, foi fotografada pelo próprio Karl Lagerfeld para um lookbook da Chanel, desfilou com exclusividade em Paris para a Louis Vuitton e fechou um desfile da Ralph Lauren. Ufa!

No SPFW N41, foram seis as marcas que receberam a top, entre Lenny Niemeyer, Adriana Degreas e Paula Raia. “É um número legal, uma média de dois por dia é bem tranquilo”. E, se tem alguém que saberia o que é ter uma agenda lotada, é a Bruna Tenório. “Na minha primeira temporada, em 2006, fiz 27 desfiles das 38 marcas. Não consigo hoje em dia fazer um negócio desses, minha pele cai se eu tentar! É muito puxado.”

Um dia de SPFW com a modelo Bruna Tenorio

Em 2014, Bruna entrou para a lista do FFW dos 50 brasileiros mais estilosos da moda

Um dia com Bruna Tenório no SPFW N41

“Hoje não foi dos piores dias, acordei as 7h da manhã e tive foto até meio dia. Foi um “advertorial”, como eles chamam, para uma marca de roupas de festa, foi bem legal! E é também linkado com as minhas mídias sociais, é um projeto bem bacana, só não posso relevar a marca”, adiantou Bruna.

E quando o tempo é apertado, as modelos sacrificam sono e até a alimentação. Ossos do ofício. “Em semana de fashion week acabo dormindo 3 ou 4 horas só. Nem deu tempo de almoçar, vim direto pra Bienal quando acabaram as fotos, já era uma hora da tarde. Comi um crepe de frango ali em baixo mesmo. Fiz o desfile da Água de Coco, às 15h30, e depois Salinas às 18h. Aí claro que eu devorei todos os brigadeiros que tinham lá no backstage”, dividiu Bruna Tenório, que não abre mão de comer o que gosta vez ou outra. “Mas não posso ter em casa, porque se não acabou a carreira”, brinca.

Um dia de SPFW com a modelo Bruna Tenorio

Sabia que a top também tem um blog? Lá ela mesmo posta, além de alguns looks lindíssimos, textos sobre a sua rotina

Mas não para por aí: depois de um jantar com a agente da Espanha, que está aqui em São Paulo, Bruna vai pra casa arrumar a mala para um vôo que sai às 5h da manhã. “Vou para Cuba fazer um trabalho e depois volto para o Rio. O bom é que dá pra dormir no avião.”

E a rotina de beleza?

“Tem que lavar o cabelo todo dia em casa, porque tem que estar limpo pro próximo desfile. Na pele, sempre procuro passar um hidratante levinho, nada muito forte pra não ficar muito oleosa. Antes de vir pra cá passo protetor solar, mas só. Ritual mesmo, não. Não dá tempo de malhar, de fazer nada na verdade”.

Acompanhe

Essa matéria faz parte da cobertura do SPFW N41

 

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Aposta: 10 new faces que devem bombar no SPFW

A cada temporada, uma nova leva de modelos novinhas – muitas que acabam de completar 16 anos, idade mínima para participar das semanas de moda do país – é apresentada ao mercado. São as chamadas New Face, que podem ser totalmente novatas, sem nunca ter participado de outras edições, ou já ter alguma experiência. Aqui, selecionamos 10 meninas das três principais agências de modelo que devem ser destaque na edição de inverno 2016 do SPFW. Para ficar de olho!

1. Ida Comandolli (Way Model) / @idacomandolli

Idade: 16 anos

Na última temporada: PatBo e Vitorino Campos

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2. Fernanda Beuker (Ford Models) / @feerwenceslau

Idade: 19 anos

Na última temporada: nenhum, ela estreia nessa edição

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3 Ketlin Kruger (Ford Models) / @ketlinkrugerr

Idade: 18 anos

Na última temporada: nenhum, ela estreia nessa edição

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4. Vanessa Monn (Mega Models) / @vamonn

Idade: 17 anos

Na última temporada: Animale, Iódice, Lenny Niemeyer, Lolitta, Lilly Sarti, PatBo, Ronaldo Fraga, Sacada, Vitorino Campos e Giuliana Romanno

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5. Marina Kriger (Way Model) / @marina_kriger

Idade: 17 anos

Na última temporada: nenhum, ela estreia nessa edição

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6. Laura Pigatto (Way Model) / @laurapigatto

Idade: 17 anos

Na última temporada: Adriana Degreas, Colcci, 2ndFloor, Animale, Apartamento 03, Iódice, GIG Couture, Juliana Jabour e PatBo

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7. Ellen Rosa (Mega Models) / @ellenghr

Idade: 16 anos

Na última temporada: Animale, PatBo, Cavalera, Osklen, Ellus, Juliana Jabour, Isabela Capeto, Reinaldo Lourenço, Lolitta, Salinas, Vitorino Campos, Colcci, Giuliana Romanno, Patricia Viera, Lenny Niemeyer, GIG Couture, Têca por Helô Rocha, Iódice, Samuel Cirnansck, Apartamento 03, Gloria Coelho, Wagner Kallieno e 2nd Floor

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8. Mariana Beltrame (Ford Models) / @mariebeltrame

Idade: 20 anos

Na última temporada: nenhum, ela estreia nessa edição

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9. Isabela Denari (Ford Models) / @isabeladenari

Idade: 17 anos

Na última temporada: nenhum, ela estreia nessa edição

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10. Bruna Nahum (Mega Models) / @brunanahum

Idade: 17 anos

Na última temporada: nenhum, ela estreia nessa edição

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Quem se arrisca a apostar junto com a gente? Alguma favorita?


Essa matéria faz parte da cobertura da edição de Inverno 2016 do SPFW. Acompanhe tudo por aqui e não perca nenhum post!

 

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Vida de Modelo: nem tudo é o que parece

Navegando pelas redes sociais, parei pra pensar naquela famosa ideia de que nem tudo é o que parece. A velha sensação de encontrar pela rua um conhecido que você não vê há anos ao vivo (mas acompanha pela internet): nossa, eu sempre vejo as fotos dele, me parecia tão feliz… Pois é, desde que viajei eu recebo muitos recados inbox e e-mails de amigos equerendo saber mais sobre como estão as coisas, perguntando se está tudo certo, e outros sem noção pedindo detalhes que não lhes cabe saber. Quem fala comigo sabe de muito mais coisa do que quem só curte as minhas fotos e controla meus check-ins. Parei pra olhar meu feed há alguns minutos e tentei me distanciar um pouco pra analisar cada foto. De longe, parece que eu estou vivendo a vida boa, de férias por esse mundão e comendo caviar.

Já começo falando: não é bem assim que a banda toca. A vida de modelo tem me proporcionado experiências que jamais  teria imaginado, me dá a chance de conhecer pessoas que eu só via na tv, me leva pra restaurantes que não cabiam no meu bolso e a destinos que eu só conhecia pelo site da CVC. Pois bem, essa semana já comi caviar, tomei um bom vinho em plena segunda-feira, fui correr em volta de um castelo e trabalhei, trabalhei bastante. Mas isso não quer dizer, nem de longe, que eu tô rasgando dinheiro, que eu não gosto mais de cerveja, não sinto saudades das festas juninas do condomínio ou do bolinho de chuva da minha avó. Aliás, hoje estou aqui, ouvindo a chuva lá fora e imaginando o fogão a lenha quentinho da minha velhinha lá na roça de Gonçalves, Minas Gerais.

Posso falar que me considero um camaleão – às vezes fico até assustada com a minha capacidade de adaptação, em todos os sentidos. Durante esses 7 meses já fui gata borralheira e princesa, vivendo de acordo com a direção que o vento sopra. Já vi gente perdendo 3 milhões de libras (12 milhões de reais) sorrindo, e gente ganhando 50 centavos (2 reais) chorando. Já desfilei pelas festas de Mônaco com meu vestido mais caro e, ontem mesmo, comprei uma calça linda na feirinha por 5 euros. Já achei chata muita festa de bacana e já morri de dar risada no meio da praça tomando suco.

vida-de-modelo O que eu quero dizer com isso? A gente passa momentos felizes quando está ao lado de gente agradável, em um ambiente saudável. Dizem por aí que “é mais fácil sofrer em Paris” e, de certa forma, até parece que é sim, mas qualquer lugar é lugar quando se tem as companhias certas. Eu já disse aqui que dei sorte, muita sorte. Estou rodeada de gente boa, do bem, que me faz bem. Vai com um mala andar às margens do Rio Senna pra você ver! Com a pessoa errada, passear em Paris pode ser tão interessante como caminhar às margens do Tietê. Daí, mais uma conclusão: aprenda a ser independente e se arrisque a viajar e passear sozinho de vez em quando; fiz esse teste indo pra Veneza e foi uma experiência única perceber as minhas vontades e obedecer meus instintos.

Agora vamos às revelações. Pra quem não sabe, cheguei em Milão tomando 3 remédios: depressão, síndrome do pânico e insônia, esse era o meu quadro psiquiátrico no começo do ano. Meu apelido carinhoso na minha casa em Milão era “a louca do Rivotril”, porque eu começava a tremer e perdia a noção do tempo quando não tomava o sublingual. Pois-é. Saí do Brasil escalando uma montanha que me separava de um tal fundo do poço de onde eu não conseguia sair nem com tarja preta. E fui vivendo, chorando menos, ouvindo mais, abraçando mais, sorrindo mais, dormindo mais e acordando com menos artifícios. Cada menina que morou comigo no começo sabe o que é segurar na mão de alguém, porque elas seguraram as minhas e isso foi o que me permitiu sorrir, até nos dias em que eu chorei.

A minha alegria tão exacerbada não é à toa. Acho que só posso sentir esse êxtase todo, nesse nível, porque, um mês antes de viajar, estava deitada no chão, chorando e pensando: o que vai ser da minha vida? O que eu quero daqui pra frente? Que vida é essa que eu estou deixando passar?. As coisas ficaram mais leves quando comecei a viver, desacelerar, me permitir deslizes, curtir o ócio… Quando olhei pro espelho e disse, em voz alta “A sua vida vai mudar a partir de agora. Tem que mudar.” No maior clima clichê , auto-ajuda, chutei todos os pensamentos ruins e comecei a me desafiar dia após dia. Acho que nunca tomei uma decisão com tanta propriedade. Foi um momento sério entre a Mariana destruída que se arrastava por aí e a Mariana animada, divertida e apaixonada que estava adormecida. Tomei algumas decisões muito importantes baseadas em um único pensamento: “o que é melhor pra mim AGORA?”.

Naquele momento específico eu precisava agir, mudar. Na verdade acho que pouco importava o que ou como eu faria, eu só queria fazer tudo diferente. Comecei escovando os dentes com a mão esquerda, misturando xadrez com floral, até que optei por tomar uma garrafa de vinho tinto sozinha, no meio da tarde, enquanto eu gritava um monólogo improvisado, deitada no chão da sala do apartamento onde eu morava, em São Paulo. Vi no espelho uma cara de bicho, um corpo de bicho e experimentei pensar igual gente. Pintei o rosto pra ir à feira, botei uma máscara pra enfrentar o mundo lá fora e ganhei um saco de frutas – interpretei aquilo como um sinal de que cada detalhe podia fazer a diferença. Pedi ajuda, não me ouviram, gritei mais alto, não resolveu, sentei na janela do prédio e pensei: “que merda é essa, Mariana?”. Aí eu aprendi que a gente tem que bater na porta certa quando o coração pede, simples assim. Eu chamo de anjos aqueles que seguraram a minha mão, minha cabeça e pernas, literalmente. E de “mamis” aquela pessoa maravilhosa que, desde o começo disse: “Filha, o que você quer fazer AGORA? O que vai te fazer feliz HOJE? Faça suas escolhas e, se alguma coisa der errado, muda de novo. Eu vou estar sempre aqui.” Ai, mães! Seres divinos e iluminados que fazem a vida parecer maravilhosa com um abraço.

Desculpem pelo desabafo e todo esse melodrama, mas acho que eu precisava esclarecer que isso tudo é resultado de um sopro que recebi de Deus depois de umas palmadinhas da vida. AGORA vai lá, abraça sua mãe (ou reza por ela), escova os dentes com a mão oposta e começa o dia cantando a sua música preferida!

Não entendeu? Vida de Modelo é o nome da coluna da Mariana Yamamoto, que deixou sua vida em São Paulo e embarcou em março de 2014 para Milão – de contrato assinado com a Ford, é claro! E a profissional faz desse espaço seu diário nem-tão-pessoal-assim.

*Por Mariana Yamamoto, em colaboração ao Costanza Who

 

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