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WGSN aposta: quatro macrotendências para 2018

Tem muita gente estudando o que será tendência em 2018, por mais distante que a data possa parecer. Os chamados coolhunters são aqueles que sabem o que a gente vai querer nos próximos um, dois, cinco anos. E uma das áreas mais interessante é aquela que pesquisa as macrotendências, que nada mais são do que hábitos e comportamentos que influenciam a nossa forma de consumir. E, com essa informação valiosa em mãos, fica muito mais fácil para as marcas entender o que precisa ser produzido para atender essa demanda.

Pois a WGSN, uma das principais autoridades em tendências das indústrias da moda e criativa, apresenta o resultado de meses de pesquisas para uma lista restrita de convidados todo início de SPFW. O evento, que já está na sua 25ª edição, aconteceu nessa terça-feira e adiantou quais são as mudanças de valores e conhecimentos que vão afetar nossa forma de pensar, relacionar e, em última instância, comprar nos próximos dois anos.

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Vida Terrena

Estamos cada vez mais presos a uma tela, seja ela do celular, do computador ou da televisão, e dependentes da tecnologia. Para reverter essa situação, há uma crescente busca pelo contato com a natureza. Um estudo recente mostra que 67% das pessoas com menos de 25 anos no Reino Unido não sabem ler um mapa. As pessoas querem ser autossuficientes, e começam a investir em cursos de costura, marcenaria e até mesmo sobrevivência na selva. A ciência também passa a assumir uma posição cool e ganha um grande número de admiradores especialmente entra a chamada geração Z.

Começamos a repensar nosso consumo e a valorizar produtos chamados “do cultivo à mesa”, expressão que começa a se apresentar também como “da fazenda ao provador” à medida que as peças do vestuário se utilizam de materiais caseiros e de fontes locais. Outros produtos de consumo, como tratamentos cosméticos para a pele e cuidados com a casa, também se voltarão cada vez mais para os materiais naturais. É um movimento de resgate da essência.

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Infusão

O homem controla a máquina ou a máquina controla o homem? Essa pergunta tem se tornado cada vez mais difícil de responder e, com isso, o movimento de humanização da tecnologia tem se destacado. O objetivo é transformar essa conexão em algo totalmente positivo. A aposta são as redes sociais de “chat ao vivo”, como a YouNow, em que você pode transmitir vídeos e possibilitar a comunicação entre pessoas que te assistem. Outro fenômeno dessa tendência é o uso da tecnologia na saúde. Criado em Dubai, Fitzania usa as características de um jogo para fazer um verdadeiro check-up. Ao finalizar ações que envolvem agilidade e concentração, o jogador recebe um relatório sobre como está sua saúde. “Veremos tecidos inteligentes, utilização de DNA para criação de produtos e serviços personalizados e materiais”, completa Letícia Abraham, VP Latam da WGSN.

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Design Substancial

O ‘menos’ se tornará menos ainda, e significará muito mais. Os consumidores valorizam, cada vez mais, produtos com características sustentáveis e nasce um movimento contra esse posicionamento apenas como estratégia de marketing. Produtos de vida curta dão lugar à produtos que tenham longevidade e um design funcional. O dinheiro usado para pagar por esses produtos também se tornará mais imaterial, com o crescimento das moedas criptográficas que funcionam como alternativa ao dinheiro. Atualmente, existem mais de 669 moedas virtuais disponíveis para comércio nos mercados online, a mais conhecida é a bitcoin. Por que agora? Para Letícia Abraham, a resposta é simples: “falta de confiança nas instituições econômicas e o aumento das viagens e da conectividade global. Num mundo de cartões magnéticos e similares, o dinheiro físico parece algo ultrapassado”, explica.

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Noturno

Esta tendência reúne comportamentos que buscam um equilíbrio estratégico entre o otimismo exagerado e o pessimismo saudável. O contato com nossos sentimentos “negativos” (como o pessimismo, a vulnerabilidade e, até mesmo, a tristeza) é incentivado para que possa levar à superação dos medos. Um dos frutos desse pensamento é o crescente número de pessoas que escolhem viajar sozinhos e que trocam viagens curtas por longos períodos de contemplação em lugares onde o tempo parece que não passa, como Finlândia, Alaska, Norte do Canadá e Noruega.

Acompanhe

Essa matéria faz parte da cobertura do SPFW N41

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