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Por que o Twitter tem apostado tanto no SPFW

Até 2019, 80% do tráfego de internet do mundo será em forma de vídeos. Ou, pelo menos, essa é a aposta do novo relatório da Cisco. E olha só como as coisas são, lembram que no post anterior conversamos sobre a importância de entender como os nossos hábitos e valores vão pautar a nossa forma de consumir nos próximos anos? Seguindo essa lógica, quer dado mais importante do que nosso comportamento na internet? E é claro que as grandes empresas de mídia já sacaram esse movimento – em especial o Twitter, que é o nosso estudo de caso de hoje.

Twitter no SPFW

A forma como você consome conteúdo na internet está prestes a mudar!

A rede foi lançada lá em 2009 e desembarcou aqui no Brasil em 2012, com um escritório em São Paulo para apoiar parceiros e usuários locais. Dois anos depois, a empresa abriu mais um espaço, dessa vez no Rio de Janeiro, que é dedicado às parcerias de mídia. No total, são mais de 100 funcionários! Não é a toa, já que estamos entre os cinco principais mercados para a rede social.

Embora o Twitter aceite fotos e vídeos em sua timeline, ele também captou rapidamente esse movimento da internet e, em 2012, lançou o Vine – que é aquele app para capturar vídeos curtos em looping. Já o Periscope, o app das transmissões ao vivo, foi inaugurado em março do ano passado e em 10 dias alcançou a marca de 1 milhão de usuários.

Twitter no SPFW

O mesmo telão que mostra os desfiles nos corredores da Bienal apresenta, durante 1 minuto, os melhores tweets com a hashtag #spfw

Mas o que o Twitter tem a ver com o SPFW?

Aproveitei que estava aqui pela Bienal para conversar com a Luisa Sacchetto, que é gerente de parcerias de mídia do Twitter para novos mercados. “Na verdade”, ela me corrigiu, “essa parceria já existe há 3 anos, desde que a gente começou a fazer ações específicas dentro do evento.” De 2014 para 2015, o uso das hashtags #SPFW e #Moda no twitter cresceu mais de 2000% no volume de impressões, que é o número de vezes que os tweets foram visualizados dentro e fora da plataforma.

“Então a gente sabe que a conversa sobre moda está no Twitter. Diferente das outras plataformas, é uma rede de interesses, as pessoas estão no Twitter porque querem acompanhar alguma coisa, seja lifestyle, beleza, esporte, televisão. Nessa semana, queremos mostrar um pouquinho de tudo que acontece dentro do SPFW pra quem tá em casa e que não pode estar aqui, tem esse desejo de levar e amplificar o conteúdo pra todos, que é um desejo também do Paulo Borges”, completa Luisa Sacchetto.

Twitter no SPFW

O Twitter Challenge é outra ação – são dois espelhos (com ipads acoplados) que circulam pelos corredores, e as fotos mais legais sobem direto no @spfw

São várias as ações – e eu quero dizer várias mesmo! Além do telão que mostra os melhores tweets com a hashtag #spfw, o Twitter convidou 15 influenciadores, ou talents, como eles costumam chamar. “São fashionistas, blogueiras e cantoras, homens e mulheres, que a gente convidou e que vão ter acessos exclusivos aqui dentro do SPFW. A gente vai entrar com eles dentro dos camarins, eles vão poder ver realmente aquele burburinho, na hora que o pessoal está fazendo make, as meninas se vestindo, toda preparação de desfile.”

Toda essa cobertura é compartilhada não só pelo Twitter como também pelo Periscope, inclusive num formato novo de Q&A, em que os seguidores podem fazer perguntas que são respondidas com vídeos curtos de até 30 segundos. Esse último, no entanto, está disponível apenas para um seleto grupo de influenciadores, pelo menos por enquanto. Quem mais não vê a hora de poder usar?!

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Essa matéria faz parte da cobertura do SPFW N41

 

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WGSN aposta: quatro macrotendências para 2018

Tem muita gente estudando o que será tendência em 2018, por mais distante que a data possa parecer. Os chamados coolhunters são aqueles que sabem o que a gente vai querer nos próximos um, dois, cinco anos. E uma das áreas mais interessante é aquela que pesquisa as macrotendências, que nada mais são do que hábitos e comportamentos que influenciam a nossa forma de consumir. E, com essa informação valiosa em mãos, fica muito mais fácil para as marcas entender o que precisa ser produzido para atender essa demanda.

Pois a WGSN, uma das principais autoridades em tendências das indústrias da moda e criativa, apresenta o resultado de meses de pesquisas para uma lista restrita de convidados todo início de SPFW. O evento, que já está na sua 25ª edição, aconteceu nessa terça-feira e adiantou quais são as mudanças de valores e conhecimentos que vão afetar nossa forma de pensar, relacionar e, em última instância, comprar nos próximos dois anos.

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Vida Terrena

Estamos cada vez mais presos a uma tela, seja ela do celular, do computador ou da televisão, e dependentes da tecnologia. Para reverter essa situação, há uma crescente busca pelo contato com a natureza. Um estudo recente mostra que 67% das pessoas com menos de 25 anos no Reino Unido não sabem ler um mapa. As pessoas querem ser autossuficientes, e começam a investir em cursos de costura, marcenaria e até mesmo sobrevivência na selva. A ciência também passa a assumir uma posição cool e ganha um grande número de admiradores especialmente entra a chamada geração Z.

Começamos a repensar nosso consumo e a valorizar produtos chamados “do cultivo à mesa”, expressão que começa a se apresentar também como “da fazenda ao provador” à medida que as peças do vestuário se utilizam de materiais caseiros e de fontes locais. Outros produtos de consumo, como tratamentos cosméticos para a pele e cuidados com a casa, também se voltarão cada vez mais para os materiais naturais. É um movimento de resgate da essência.

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Infusão

O homem controla a máquina ou a máquina controla o homem? Essa pergunta tem se tornado cada vez mais difícil de responder e, com isso, o movimento de humanização da tecnologia tem se destacado. O objetivo é transformar essa conexão em algo totalmente positivo. A aposta são as redes sociais de “chat ao vivo”, como a YouNow, em que você pode transmitir vídeos e possibilitar a comunicação entre pessoas que te assistem. Outro fenômeno dessa tendência é o uso da tecnologia na saúde. Criado em Dubai, Fitzania usa as características de um jogo para fazer um verdadeiro check-up. Ao finalizar ações que envolvem agilidade e concentração, o jogador recebe um relatório sobre como está sua saúde. “Veremos tecidos inteligentes, utilização de DNA para criação de produtos e serviços personalizados e materiais”, completa Letícia Abraham, VP Latam da WGSN.

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Design Substancial

O ‘menos’ se tornará menos ainda, e significará muito mais. Os consumidores valorizam, cada vez mais, produtos com características sustentáveis e nasce um movimento contra esse posicionamento apenas como estratégia de marketing. Produtos de vida curta dão lugar à produtos que tenham longevidade e um design funcional. O dinheiro usado para pagar por esses produtos também se tornará mais imaterial, com o crescimento das moedas criptográficas que funcionam como alternativa ao dinheiro. Atualmente, existem mais de 669 moedas virtuais disponíveis para comércio nos mercados online, a mais conhecida é a bitcoin. Por que agora? Para Letícia Abraham, a resposta é simples: “falta de confiança nas instituições econômicas e o aumento das viagens e da conectividade global. Num mundo de cartões magnéticos e similares, o dinheiro físico parece algo ultrapassado”, explica.

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Noturno

Esta tendência reúne comportamentos que buscam um equilíbrio estratégico entre o otimismo exagerado e o pessimismo saudável. O contato com nossos sentimentos “negativos” (como o pessimismo, a vulnerabilidade e, até mesmo, a tristeza) é incentivado para que possa levar à superação dos medos. Um dos frutos desse pensamento é o crescente número de pessoas que escolhem viajar sozinhos e que trocam viagens curtas por longos períodos de contemplação em lugares onde o tempo parece que não passa, como Finlândia, Alaska, Norte do Canadá e Noruega.

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Essa matéria faz parte da cobertura do SPFW N41

 

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O desfile da Amabilis no SPFW (e porque ele é tão importante)

“Nossa marca surgiu há 17 anos. Nós dois somos autodidatas, então começamos do zero mesmo – apanhando, levantando, e agora chegamos no SPFW”, me contou Robson Santos, um dos criadores da Amabilis, minutos antes do desfile no SPFW N41. Ao lado de Luiz Carlos Guidoni, a marca nasceu no Espírito Santo inicialmente no ramo de moda masculina. Isso é, até perceberem que as peças femininas criadas (literalmente!) com as sobras vendiam muito mais rápido. O nome, simpático, é uma homenagem à bisavó de um dos sócios.

O desfile da Amabilis no SPFW N41

A Amabilis foi a escolhida para apresentar sua coleção de Verão no SPFW pelo Sebrae e pelo IN-MOD. É que, desde junho do ano passado, os empresários da Amabilis e de outras quatro empresas brasileiras participaram do projeto Top Five. Elas receberam acompanhamento e consultoria de um time de especialistas sobre comunicação, desenvolvimento de produto, precificação e posicionamento em novos mercados. A marca capixaba foi escolhida pelo desempenho e por ter uma estrutura que dê conta do recado.

O objetivo dessa parceria é justamente ajudar na aceleração de micro e pequenas empresas no mercado da moda. Desde o início, em 2012, mais de 800 empreendedoras já participaram das chamadas “visitas técnicas” aos bastidores do SPFW – a maior semana de moda do hemisfério sul. Não é por menos: a indústria movimentou R$ 200 bilhões em 2015 e é predominantemente formada por pequenos negócios: são cerca de 500 mil empresas que faturam até R$ 3,6 milhões por ano.

O desfile da Amabilis no SPFW N41

Ok, mas a coleção?

A Amabilis mergulhou nos mares profundos em busca de inspiração para uma mulher “livre e sensual”, com um quê de aventureira. “Tudo começou a partir de uma textura artesanal que se assemelha a uma rede e que conseguimos desenvolver com uma malha de jersey, que usamos há anos”, conta Luiz Carlos Guidoni. Ao som de uma orquestra ao vivo, nomes como Vivi Orth, Cris Herrmann, Daiane Conterato,  Ellen Milgrau e até a top Carol Ribeiro. Ufa!

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