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SPFW TRANS N42: tudo que você precisa saber

Começa amanhã, domingo 23, a 42ª edição do SPFW. Com o prefixo TRANS, ela assume justamente esse caráter transitório, já que é a última vez que o evento acontece no sistema atual – a partir de 2017, os desfiles passam a acontecer em março em agosto e no formato “see now, buy now”. Mas por que isso mudou tanta coisa, você pode se questionar? É que, até a próxima edição, o tempo ficou muito menor e assim muitas marcas decidiram pular o SPFW N42 para retornar na próxima.

SPFW TRANS n42 novidades

Backstage do Lucas Magalhães na última edição do SPFW

O local sofre uma pequena mudança – o SPFW ainda acontece no Ibirapuera, mas dentro de uma tenda nos jardins do parque ao invés da Bienal. Assim, essa edição também vai ser marcada por um grande tour pela cidade, já que muitos criadores optaram por desfilar suas coleções fora.

LAB e outras novidades da SPFW TRANS N42

Uma grande estreia que pareceu comover o mundo da moda: é a LAB, dos irmãos Emicida e Evandro Fióti. Quem quiser entender um pouquinho mais do que esperar desse desfile, vale ler essa ótima entrevista com o rapper feita pela minha ex-colega de L’Officiel, agora no Estadão, Anna Rombino.

SPFW: como o novo formato "see now, buy now" vai afetar a imprensa de moda Além disso, no line-up temos Memo por Lolitta, a nova marca das estilistas Juliana Jabour e Karen Fuchs, Just Kids, e um desfile unificado do Experimento Nohda, que reúne as marcas do grupo Pat Bo, Apartamento 03 e Lucas Magalhães num desfile no Teatro Oficina.

Para futuras referências, o line-up do SPFW TRANS N42 ficou assim:

Domingo 23.10
17h Animale

Segunda-feira 24.10
10h30 A La Garçonne
13h30 Reinaldo Lourenço
17h30 Patrícia Viera
20h30 LAB

Terça-feira 25.10
10h00 Fernanda Yamamoto
11h30 Lolitta
14h30 Experimento Nohda
17h30 A. Brand
19h30 Lilly Sarti

Quarta-feira 26.10
10h00 Iódice
12h30 Água de Coco
14h30 Ronaldo Fraga
17h00 Vitorino Campos
18h30 Amir Slama
20h00 Osklen

Quinta-feira 27.10
12h20 Gloria Coelho
13h30 VIX
17h00 Just Kids
18h00 Samuel Cirnansck
19h30 Ratier
20h30 Helo Rocha

Sexta-feira 28.10
13h00 Memo E+
15h00 Cotton Project
19h00 João Pimenta
20h30 Coca Cola Jeans

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Essa matéria faz parte da cobertura do SPFW TRANS N42

 

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PIT: o trabalho dos fotógrafos de passarela

Sabe aquele amontoado de fotógrafos no final de toda passarela? Pois ele tem nome: PIT. E saiba que é um dos espaços mais disputados de qualquer semana de moda! Eles são os primeiros a entrar nas salas de desfile e têm a missão importantíssima de registar todos os looks (que podem passar dos 50 em alguns casos!) nos melhores ângulos e em um curto espaço de tempo.

PIT: o trabalho dos fotógrafos de passarela

Os fotógrafos de passarela já instalados no PIT, de forma que todo mundo consiga ter uma visão limpa da passarela (Foto: Hick Duarte)

Pelos corredores da Bienal, é fácil identificá-los: os fotógrafos de PIT são aqueles correndo com câmeras, lentes e escadas (pois é!) para conseguir um bom lugar no próximo show, enviar as fotos que acabaram de ser capturadas ou até mesmo comer alguma coisa entre um desfile e outro. Afinal, o trabalho sempre vem em primeiro lugar. Conversamos com alguns desses profissionais durante o SPFW para tentar entender como é de verdade passar uma semana fotografando a passarela.

A rotina agitada do Pit

Durante uma semana de moda, os fotógrafos dormem pouco, comem mal e estão sempre com pressa. Eles acordam cedo, porque precisam chegar com 2 horas de antecedência nos desfiles externos (que costumam começa as 10h). Depois disso, vão para Bienal, onde ficam correndo de um desfile para o outro entre as 15h e 22h. “É bem puxado, você dorme menos de 6 horas por dia. Eu ainda não almocei e já são 20h45, vou comer só agora, por exemplo”, contou o fotógrafo Alexandre Schineider, que estava ali pelo portal UOL. Haja café e energético!

Depois de cada desfile, é essencial enviar as fotos o mais rápido possível – no jornalismo, ganha quem der a notícia antes. Rafael Chacon estava cobrindo o evento pelo FFW, que é o portal de conteúdo da Luminosidade, e por isso contava com uma equipe para ajudá-lo. “Tem uma ilha de edição na sala de imprensa com duas assistentes que ficam levando e trazendo os cartões de memórias. Como essas fotos são pro site oficial, tem duas câmeras que já ficam cabeadas com o editor, pra quando o quinto look estiver entrando na passarela, o primeiro já estar no ar”.

PIT: o trabalho dos fotógrafos de passarela

Além de fazer as fotos, tem todo um trabalho de pós produção que envolve tratamento e enviar as imagens o mais rápido possível!

Os dois lados

A maioria dos fotógrafos concordou que uma das melhores partes dessa função é a parceria que rola entre eles. Depois que todos estão instalados lá no final da passarela, ainda tem que esperar o desfile começar – e eles normalmente atrasam! Ou seja, rola um tempo para conversar, trocar ideias e aprender com a experiência alheia. “No final de tantos anos, você acaba fazendo amigos”, complementou Alexandre Schineider. “A pior parte é a espera”, admitiu Rafael Cachon, “você fica de pé muitas horas, além de ter que ficar andando pra cima e pra baixo o dia inteiro”.

O que rola dentro do PIT

Para manter a organização, existe uma ordem para os fotógrafos se acomodarem no PIT. Os fotógrafos contratados pela marca que desfila são os primeiros a escolher seu lugar, seguidos pelos fotógrafos oficiais do evento e, só depois, o resto da imprensa – que escolhem seus lugares por ordem de chegada. “A bagunça lá dentro é divertida, apesar de ser muito corrido e muito frio, por causa do ar condicionado”, conta Georgea Carrera.

PIT: o trabalho dos fotógrafos de passarela

A foto é de um documentário intitulado PIT, dirigido Alan K, que mostra justamente como é o trabalho dos fotógrafos de passarela

E o que faz um fotógrafo ser bom no clique dos desfiles? Rodrigo Moraes acha que, além do posicionamento, depende muito da técnica, do olhar e do estilo de cada um. Marina Vinck concorda que o olhar, uma característica que nasce com o fotógrafo, é muito importante, mas a experiência também conta bastante. Já para Alexandre, o profissionalismo acaba sendo o diferencial. “A postura pra trabalhar, o jeito que encara o trabalho, o comprometimento, o compromisso com o cliente, com o veículo que você está fotografando. É isso que faz um profissional se destacar no meio dos outros”, argumenta. E a gente aqui do Costanza Who concorda em número, gênero e grau!

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Essa matéria faz parte da cobertura do SPFW N41

 

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Um dia de SPFW com a modelo Bruna Tenório

A primeira entrevista a gente nunca esquece. Logo que entrei na L’Officiel no começo de 2015, ainda como estagiária, minha primeira matéria (de página dupla!) foi com a Bruna Tenório. A gente nem se encontrou pessoalmente, foi tudo feito por e-mail, mas desde então tenho um carinho muito grande por ela. Só fui falar com ela mesmo nessa edição do SPFW, no backstage da Salinas. Como boa jornalista inconveniente, fui me apresentar e acabei acompanhando ela até a fila do banheiro – aqui a gente faz qualquer negócio por uma boa entrevista. Posso dizer? Fiquei ainda mais fã: ela é super gente como a gente, lembrou da matéria que já faz mais de um ano e ainda topou contar da rotina dela durante a semana para o blog.

Um dia de SPFW com a modelo Bruna Tenorio

A Bruna Tenório no backstage da Salinas, ainda sem saber que minutos depois dessa foto seria importunada pela jornalista aqui!

A Bruna Tenório faz parte de um time de modelos que já está numa outra fase da carreira. Hoje, com 26 anos, ela pode escolher a dedo os projetos que participa. Não é para menos: ela já cruzou as passarelas das maiores grifes de moda, foi fotografada pelo próprio Karl Lagerfeld para um lookbook da Chanel, desfilou com exclusividade em Paris para a Louis Vuitton e fechou um desfile da Ralph Lauren. Ufa!

No SPFW N41, foram seis as marcas que receberam a top, entre Lenny Niemeyer, Adriana Degreas e Paula Raia. “É um número legal, uma média de dois por dia é bem tranquilo”. E, se tem alguém que saberia o que é ter uma agenda lotada, é a Bruna Tenório. “Na minha primeira temporada, em 2006, fiz 27 desfiles das 38 marcas. Não consigo hoje em dia fazer um negócio desses, minha pele cai se eu tentar! É muito puxado.”

Um dia de SPFW com a modelo Bruna Tenorio

Em 2014, Bruna entrou para a lista do FFW dos 50 brasileiros mais estilosos da moda

Um dia com Bruna Tenório no SPFW N41

“Hoje não foi dos piores dias, acordei as 7h da manhã e tive foto até meio dia. Foi um “advertorial”, como eles chamam, para uma marca de roupas de festa, foi bem legal! E é também linkado com as minhas mídias sociais, é um projeto bem bacana, só não posso relevar a marca”, adiantou Bruna.

E quando o tempo é apertado, as modelos sacrificam sono e até a alimentação. Ossos do ofício. “Em semana de fashion week acabo dormindo 3 ou 4 horas só. Nem deu tempo de almoçar, vim direto pra Bienal quando acabaram as fotos, já era uma hora da tarde. Comi um crepe de frango ali em baixo mesmo. Fiz o desfile da Água de Coco, às 15h30, e depois Salinas às 18h. Aí claro que eu devorei todos os brigadeiros que tinham lá no backstage”, dividiu Bruna Tenório, que não abre mão de comer o que gosta vez ou outra. “Mas não posso ter em casa, porque se não acabou a carreira”, brinca.

Um dia de SPFW com a modelo Bruna Tenorio

Sabia que a top também tem um blog? Lá ela mesmo posta, além de alguns looks lindíssimos, textos sobre a sua rotina

Mas não para por aí: depois de um jantar com a agente da Espanha, que está aqui em São Paulo, Bruna vai pra casa arrumar a mala para um vôo que sai às 5h da manhã. “Vou para Cuba fazer um trabalho e depois volto para o Rio. O bom é que dá pra dormir no avião.”

E a rotina de beleza?

“Tem que lavar o cabelo todo dia em casa, porque tem que estar limpo pro próximo desfile. Na pele, sempre procuro passar um hidratante levinho, nada muito forte pra não ficar muito oleosa. Antes de vir pra cá passo protetor solar, mas só. Ritual mesmo, não. Não dá tempo de malhar, de fazer nada na verdade”.

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Essa matéria faz parte da cobertura do SPFW N41

 

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