Tag

marketing

Browsing

Anna Stevanato, coordenadora de marketing da Lethicia Bronstein

Com apenas 21 anos, ela é chefe do departamento de marketing da grife Lethicia Bronstein e já passou dois anos na Martha Medeiros – onde pode vivenciar pela primeira vez o dia-a-dia de uma empresa de moda e descobrir suas aptidões. Anna Stevanato, sem nem ter finalizado sua graduação, já acumula funções que profissionais normalmente assumem depois de muitos anos de experiência no currículo. A explicação para esse fato é que ela soube aproveitar muito bem as oportunidades que lhe foram oferecidas – e muito trabalho duro. “Ter contato direto com as minhas chefes foi essencial para o meu crescimento profissional – sempre fui cobrada e exigida ao máximo.”

Anna Stevanato marketing Lethicia Bronstein

O que te fez ir pro mundo da moda?

Anna Stevanato – Quando eu era pequena, sempre tive uma grande aptidão com trabalhos manuais. Eu sempre gostei muito de pintar, de brincar com massinha, sempre fui muito ligada nessa área de artes. E sempre fui mega vaidosa, ligada nas coisas da minha mãe, de roupa etc. Então eu sempre lidei muito de perto com essa parte manual da vida. Quando eu tinha uns 15, 16 anos, eu tive a oportunidade de ir numa edição do SPFW de verão e ter esse contato maior com todo esse meio de imprensa e meio que decidi que eu queria cursar moda.

E como você começou a traçar sua trajetória na indústria?

Entrei na Anhembi Morumbi para cursar design de moda aos 17 anos, e logo em seguida eu consegui um job na Martha Medeiros como estagiária geral. Como não havia um departamento específico, eu tive a oportunidade de ter contato com várias partes dentro de uma empresa de moda – varejo, marketing, produtos, produção de moda. Depois de três meses na marca, o marketing me chamou muito a atenção. Isso coincidiu com eu desenvolver uma habilidade maior na área de produção de moda, então eu fiquei responsável por toda a área de produção de moda da Martha Medeiros. Com essa percepção, depois de um ano transferi meu curso na Anhembi para Negócios da Moda, e depois transferi novamente pro IED, onde estou cursando até hoje e termino em 2015. Fora isso, fiz um curso de Fashion Styling no FIT em Nova Iorque e alguns outros cursos na Escola São Paulo.

Um ponto importante na sua carreira, que decolou em pouco tempo, foi o crescimento dentro da Martha Medeiros. Como isso aconteceu?

O meu crescimento foi muito em paralelo com o da marca. Eu entrei quando a marca ainda era relativamente pequena e fui obtendo o meu reconhecimento dentro da empresa junto com o crescimento dela no mercado. Depois de alguns meses que eu já tinha assumido a parte de produção de moda, a minha superiora se desligou da empresa – ela me treinou um mês pra me passar o dia-a-dia e eu fiquei responsável por toda a parte de imprensa, de produção de moda na área de eventos, de lançamentos que a gente fazia… Eu fiquei na Martha Medeiros durante dois anos. Passei de estagiária para assistente de marketing, depois para analista de marketing e depois para coordenadora júnior. Fiquei lá até quando recebi uma outra proposta em dezembro do ano passado da Lethicia Bronstein, que é uma concorrente da Martha Medeiros, para assumir também a posição de coordenadora de marketing.

Anna Stevanato marketing Lethicia Bronstein
A estilista Lethicia Bronstein

E você consegue apontar um motivo pra ter se destacado? 

Sou uma pessoa jovem, cheia de informação, de experiências de vida, de vontade de ajudar e de crescer, e eu consegui mostrar minhas aptidões. Mas assim: foco e dedicação total. Eu trabalhava muito, das 20h até 1h da manhã. Em véspera de desfile a gente virava a noite. O que eu tenho pra dizer é que nada vem com sorte. Vem com trabalho, dedicação e foco. Se a gente tiver isso, consegue alcançar tudo na vida. Digo isso pra todo mundo que me pergunta. Nada resiste ao trabalho.

Quais as suas principais responsabilidades hoje como coordenadora de marketing?

Cuido da parte de eventos, de contato com imprensa, de melhorias no campo de vendas pro cliente, relação com consumidor, fornecedores, assessoria pessoal da Lethicia – tudo sou eu nessa parte de marketing e divulgação. Eu que comando todas as redes sociais – blog, site, instagram, facebook, tudo. O que sai, o que não sai em site, revista, tudo eu que aprovo. Hoje, no departamento de marketing, a gente conta com uma assistente e com a própria Lethicia, que é muito presente.

E como é o seu dia-a-dia?

Super dinâmico, é uma loucura. Você está sempre correndo contra o tempo, contra as datas, nada – ao contrário do que todo mundo pensa – é programado, é tudo feito no susto. A gente tem que fazer milagre, e trabalha, muito, até tarde. É um envolvimento muito grande e tem que tomar muito cuidado porque você lida com o ego das pessoas, então é um mercado onde você tem que pisar em ovos. Tudo tem o seu lado bom e seu lado ruim – você tem que abrir mão de muita coisa. Pra me dedicar 100%  a minha profissão e ao meu estudo, abri mão de vida social. A gente tem que estar sempre antenada e é um trabalho full-time. De fim de semana você tem que estar fazendo pesquisa. Você tem que amar muito o que faz, porque é uma coisa que te consome ao máximo.

Estagiária da Chanel por 6 meses

Quem transita pelo universo da moda com certeza já imaginou como seria trabalhar numa grife com tanto prestígio como a Chanel. Pois em 2013 a Giuliana Delfim, que hoje cursa o 6o semestre de Publicidade e Propaganda na ESPM, passou seis meses vivendo essa experiência! É que ela conseguiu um job temporário como estagiária na exposição “The Little Black Jacket”, que ficou em São Paulo entre 31 de outubro e 1º de dezembro de 2013.

“A exibição durou três meses, mas eu trabalhei na preparação antes dela começar e um tempinho após o término. No período do evento atuei junto com toda a equipe de Paris, Londres, Panamá e do Brasil”, relata Giuliana. “Minhas funções eram diversas, desde organizar o novo escritório (a equipe teve que alugar outro espaço já que havia muitas pessoas vindas de fora do Brasil só para trabalhar na exposição), contatar fornecedores, ajudar na lista de convidados, nos convites, fazer pesquisas de possíveis parceiros para divulgação da exposição, RSVP de toda a lista de convidados, agenda da equipe de Londres e de Paris, hospedagem da equipe… cheguei até a tirar foto com os looks que íamos enviar aos convidados VIPs!”.

Little Black JacketMas como ela chegou na Chanel?!

“Uma amiga minha me mandou uma mensagem perguntando se eu estava interessada em estagiar na área de marketing da empresa que ela trabalhava, mas eu não sabia que era a Chanel! Falei que sim, mandei o meu CV e só depois fui descobrir do que se tratava. A coordenadora de marketing de lá entrou em contato comigo e fui fazer uma entrevista, a primeira da minha vida. Após uma semana mais ou menos, recebi o feedback que não havia passado pois meu Excel era muito básico para a função. Fiquei arrasada, mas duas semanas depois ela entrou em contato novamente comigo contando que havia uma vaga para trabalhar na exposição “The Little Black Jacket”, porém dessa vez a entrevista era com a Gerente de Marketing e CRM da Chanel de Londres, ou seja, tudo em inglês. Fui fazer a entrevista e na mesma hora recebi a resposta de quando eu poderia começar. Fiquei mega animada e respondi que por mim começava naquela hora mesmo!”.

Absorvendo a Chanel em seis meses

“Como foi um grande evento e de muito sucesso, eu aprendi que para se ter tudo certinho tem que ter agenda. A organização é fundamental para qualquer trabalho ou projeto na vida. Outra coisa que eu aprendi foi que os detalhes são mega importantes, e um evento só sairá perfeito se tudo estiver alinhado nos mínimos detalhes. Valeu muito a pena, e um dia espero poder trabalhar de novo com toda a equipe, que é muito boa e são todos muito legais. Quem sabe numa próxima viagem a Londres ou Paris eu não fique por lá!”, brincou.

Por trás do e-commerce Style Market

O mercado de e-commerce nunca esteve tão aquecido no Brasil: a estimativa para 2013 é que mais de 50 milhões de consumidores realizem compras em lojas virtuais, movimentando um total de 28 bilhõesde reais. Ao mesmo tempo, nunca houve tanta concorrência no meio. Mais do que nunca, é extremamente importante que haja um planejamento estratégico antes de se aventurar na internet. E é com esse mindset que nasceu o Style Market, recém-lançado e-commerce de moda comandado pelas sócias Erica Matusita e Mafe Miguel.

O escritório do Style Market, e-commerce de moda
Pequeno porém charmoso, o escritório do Style Market mostra um pouco da alma do site

O escritório, apesar do tamanho reduzido, encanta logo na entrada com uma lousa que lê “Welcome. We <3 Style Market”. E fica tudo concentrado naquele mesmo espaço: o estoque (muito bem organizado), as embalagens e as mesas de trabalho – que são três.

É que, desde o lançamento do Style Market em abril de 2013, Erica e Mafe comandam o site sozinhas, apenas com a ajuda de uma designer gráfica e um gerente de TI terceirizado. Embora ambas sejam apaixonadas pelo mundo da moda, é na diferença entre elas que nasce a força da marca. Formada em Economia, Erica Matusita transitou pelo mercado financeiro e passou pela editora de livros Arte e Ensaio. Já Mafe Miguel é graduada em Administração e morou em Londres, onde estudou Gestão de Marcas no Instituto Marangoni. De volta ao Brasil, passou pelo Glamurama e pelo The Boutique, e hoje é responsável pela comunicação, marketing e redes sociais do e-commerce. Não que uma não dê uns pitacos no trabalho da outra de vez em quando, é claro, como na maioria das sociedades.

O escritório do Style Market, e-commerce de moda
As sócias Erica Matusita e Mafe Miguel compartilham o espaço de trabalho – afinal, é mais gostoso trabalhar assim
O escritório do Style Market, e-commerce de moda
E o estoque também fica por ali. Reduzido, porém impecavelmente organizado!

Branding & Marketing

Antes de sair do papel, o projeto do Style Market foi colocado nas mãos de uma pessoa especializada em branding, que desenvolveu junto com as sócias uma espécie de manual de estratégias de marketing e posicionamento. Nesse livro, que fica sempre à mão para consultas rápidas, estão desde referências internacionais de estilo até as fontes tipográficas usadas na divulgação da marca. “É tudo pensado para ajustar todos os detalhes ao posicionamento da empresa no mercado”, contou Mafe. Além disso, elas estão sempre atrás de marcas que não tenham e-commerce próprio, que não estejam a venda em todos os lugares.

“A Nina é uma mulher independente, que trabalha e não tem tempo para ficar caçando roupa em Shopping Center”, explicou. A personagem ficcional, carinhosamente apelidada de Nina, é a personificação do público-alvo da marca. Pra que serve isso? Antes de comprar uma peça, por exemplo, a dupla se pergunta se está de acordo com o que a Nina usaria, com os lugares que ela frequenta.

O escritório do Style Market, e-commerce de moda
O tal livro de branding, em que está registrado cada passo do posicionamento do Style Market
O escritório do Style Market, e-commerce de moda
Detalhes do processo de curadoria das peças

Diferencial do Style Market: atenção aos detalhes

“O Net-a-Porter foi o primeiro e-commerce de moda que surgiu. Me lembro de estar morando em Londres na época e ter me apaixonado pela ideia de receber em casa um pacote que parecia um presente. Você até esquece que pagou por ele! E é esse modelo que a gente tenta reproduzir aqui no Style Market”, dividiu Mafe. Erica complementa: “A compra online é uma compra emotiva – são pequenas sutilezas que levam o cliente a finalizar a compra. Boas fotos costumam fazer toda a diferença”. Recentemente, elas passaram a trabalhar com frete grátis em toda a loja, para incentivar novos clientes a experimentem o serviço.”Para que haja a fidelização, ou seja, para que nossa cliente queira comprar de novo com a gente, nós damos toda uma atenção especial ao pacote. Enviamos um bilhete escrito à mão, mandamos e-mail se percebermos que ela não fechou a compra. São detalhes que fazem com que as pessoas se lembrem da sua marca”.

O escritório do Style Market, e-commerce de moda
Um pouquinho do processo de embalagem e envio do Style Market

As dificuldades de empreender no Brasil

Erica Matusita acredita que o lado mais difícil de ser dona do próprio nariz é a falta de estrutura do país. “Ser empresário hoje, no Brasil, é uma tarefa difícil. A burocracia é interminável, e há muita falta de compromisso por conta dos fornecedores. O grande problema é que o país cresceu, mas a infraestrutura não acompanhou. Você precisa sempre de um plano B”, desabafa. “A gente tem todo um planejamento de newsletter, de divulgação, mas que muitas vezes precisa ser alterado porque o produto não chegou a tempo de fazer a foto. Isso acaba impedindo que a empresa cresça mais rápido”, completou Mafe Miguel.

O escritório do Style Market, e-commerce de moda

Para manter a exclusividade, outra característica do Style Market, as sócias não planejam trazer um número muito grande de marcas novas para o site, mas sim expandir para outras frentes. “Já trabalhamos com a linha de lingerie da La Rouge Belle, e em breve devem entrar marcas de sapato e acessórios. Queremos levar para a consumidora o look completo”.

∴ info

stylemarket.com.br
@style_market

Pin It