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O novo momento de Elie Saab

Depois de uma coleção toda pautada pela Índia na temporada passada, de Spring 2016, Elie Saab assume de vez no desfile de Fall 2016 em Paris que sua imagem está tomando novos rumos – pelo menos por enquanto. Se é influência do trabalho de Alessandro Michele na Gucci a gente não pode dizer com certeza (é sim, é sim!), mas o fato  é que a nova consumidora jovem do ready to wear tem um espírito gipsy dentro de si.

Elie Saab assume de vez um novo momento da marca no desfile de Fall 2016 em Paris, criando para uma consumidora que tem um espírito gipsy dentro de si. As transparências e os bordados continuam presentes, aqui apresentado lado a lado com acessórios pesados e botas de couro.

Um dos meus looks favoritos dessa coleção. Tem transparência e bordado, mas também
bota de couro, gola alta e acessórios pesados (Fotos: Luca Tombolini / Indigital.tv)

“Para a temporada de inverno, ele acertou em cheio na atitude rock ‘n’ roll ao trazer o cantor dinamarquês MØ para se apresentar no desfile e ir a todo vapor com uma coleção digna do Coachella se ele fosse black-tie”, resumiu em poucas palavras Jessica Iredale para o WWD.

Os vestidos longos, de acabamento impecável, caimento preciso e com muitos, muitos detalhes, continuam marcando presença – como não podia deixar de ser. É, afinal de contas, o que será responsável por fidelizar as novas clientes que a Elie Saab pretende (e deve conseguir) conquistar.

Elie Saab assume de vez um novo momento da marca no desfile de Fall 2016 em Paris, criando para uma consumidora que tem um espírito gipsy dentro de si. As transparências e os bordados continuam presentes, aqui apresentado lado a lado com acessórios pesados e botas de couro. Elie Saab assume de vez um novo momento da marca no desfile de Fall 2016 em Paris, criando para uma consumidora que tem um espírito gipsy dentro de si. As transparências e os bordados continuam presentes, aqui apresentado lado a lado com acessórios pesados e botas de couro.

O mais interessante, na verdade, é ver como mesmo uma marca de moda festa, notoriamente elegante, foi capaz de aderir ao momento atual sem perder suas raízes. Não é uma questão de tendência, e sim de acompanhar a evolução dos desejos de consumo, já que a venda é, ou deveria ser, o objetivo final. E, ainda que essa coleção de Fall 2016 só vá chegar nas lojas aqui a 6 meses, ouso dizer que será um sucesso.

 

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Desfiles de moda digitais

25 é o número de desfiles que aconteceram na última edição do São Paulo Fashion Week. Adicione a isso o trânsito caótico de qualquer capital da moda, a enorme multidão de pessoas atrás de convites e mais alguns desfiles que sempre acontecem em localizações diferentes pela cidade  e exigem deslocamento extra e você certamente consegue entender porque cada vez mais as marcas têm apostado em alternativas digitais ao invés dos desfiles tradicionais.

Para quem frequenta as semanas de moda com a intenção de realmente ver as roupas ali apresentadas – e não apenas por todo o glamour do evento – alternativas são muito bem-vindas. Os desfiles via streaming já não são novidade na indústria – grandes marcas como Burberry e Calvin Klein disponibilizam um streaming da coleção ao mesmo tempo que ela está nas passarelas há várias temporadas. A Luminosidade, empresa que organiza tanto o São Paulo Fashion Week quanto o Fashion Rio, também garantiu transmissão ao vivo dos desfiles de todas as marcas nas últimas 5 edições. No entanto, o streaming é apenas a ponta do iceberg – e a KCD, agência de produção e relações públicas para a área de moda já percebeu que a internet possibilita muito mais e criou os chamados desfiles de moda digitais, muito mais interativos e modernos.

Pedro Lourenço

O grande diferencial dos chamados desfiles digitais é que eles permitem rever os desfiles até dias depois da apresentação. Os visitantes, que só conseguem ter acesso ao show mediante a um convite com login e senha, também encontram várias informações sobre a coleção, como comentários do próprio estilista, descrições completas de looks e todas as referências de beleza. Tudo a um clique de distância. “A única coisa que não está incluída é a taça de champanhe. Traga a sua própria taça”, brincou o copresidente da KCD Ed Filipowski.

Até o momento, o único designer brasileiro que arriscou a aderir à essa nova forma de apresentar suas coleções é Pedro Lourenço, filho dos também estilistas Glória Coelho e Reinaldo Lourenço. O estilista costumava desfilar na semana de moda de Paris, e justamente por ser jovem, está sempre atrás de novas plataformas e formas de fazer moda. No desfile de outono-inverno/2013-2014, Pedro se juntou à KCD para produzir seu primeiro desfile digital, e após alguns dias apresentou sua coleção para uma seleta lista de convidados e para a imprensa em um pequeno evento presencial – apenas quem tinha algum interesse comercial para ver as roupas ao vivo. A coleção, muito bem recebida pela crítica, foi aplaudida principalmente pela facilidade oferecida aos jornalistas e compradores. Do conforto de suas casas, todo mundo que era alguém no mundo da moda estava assistindo à apresentação naquele dia – cada um no horário que lhe fosse mais conveniente.

Na última temporada de moda, Pedro Lourenço apresentou pela segunda temporada consecutiva um desfile digital, desta vez durante a Semana de Moda de Paris. Além de toda a preparação para o desfile virtual, Pedro Lourenço realizou um evento paralelo à SPFW na FAAP, onde convidados assistiram à apresentação em um telão.

* Para quem quiser se aprofundar ainda mais no tema, sugiro a matéria completíssima do Business of Fashion.