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7 filmes de moda que você precisa assistir nessas férias

Ok, eles não são exatamente filmes sobre moda, mas a intenção ainda vale. Afinal, os filmes se apoiam nos figurinos para contar uma história, passar credibilidade e construir seus personagens. Alguns mais do que outros fazem esse trabalho tão bem feito que são um prato cheio para quem ama moda.

Por isso, prepare a pipoca e mergulhe com a gente nessa seleção de 7 filmes de moda que você (provavelmente) nunca ouviu falar mas vão tornar as suas férias muito mais encantadoras.

1. A Regra do Jogo (1939)

No final da década de 30, convidados de um casal burguês e seus empregados passam o verão em uma casa de campo. Um baile de máscaras é dado e várias tramas de romance são desenroladas, abalando a ordem social vigente. O figurino é assinado por Coco Chanel, que se inspirou nos uniformes do orfanato onde passou a infância para criar o vestido preto de punhos e colarinhos brancos da camareira Lisette.

A Regra do Jogo

2. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977)

Dirigido por Woody Allen, este filme conta a história do comediante Alvy Singer (Woody Allen), que desenvolve uma paixão neurótica por Annie Hall (Diane Keaton). Além de ter conquistado quatro Oscar em 1978 (entre eles, o de melhor filme), o figurino é assinado por Ralph Lauren. Durante a trama, as roupas usadas por Diane se assemelham muito as de Woody: camisas e calças largas, coletes e gravatas.

Noivo Neurotico, Noiva Nervosa

3. O Quinto Elemento (1997)

O filme, de ficção científica, conta a história de um taxista que tenta impedir a destruição da Terra, buscando descobrir o que é o quinto elemento. A história se passa no século XXIII e conta com carros voadores, maquiagem Chanel que se aplica sozinha e figurino criado por Jean Paul Gaultier. O macacão de tiras usado pela personagem Leeloo (Milla Jovovich) e seu cabelo laranja se tornaram marca registrada dessa história futurista.

O Quinto Elemento

4. O Bandido da Luz Vermelha (1968)

O filme se passa em São Paulo e conta a história de Jorge (Paulo Villaça), inspirado na trajetória real do bandido João Acácio Pereira da Costa. Jorge é um personagem complexo que, ao assaltar casas, começa a se vestir com as roupas roubadas, ficando obcecado por camisas estampadas e calças justas. Segundo Alexandra Farah, é “um exemplo raro de filme nacional que usa o figurino masculino como ferramenta de narrativa”.

O Bandido da Luz Vermelha

5. Moulin Rouge: Amor em Vermelho (2001)

Velho conhecido, eu sei. Mas é tão incrível que não podia ficar de fora. Os responsáveis pelo figurino, Catherine Martin e Angus Strathie, desenharam centenas de croquis e fizeram os polêmicos corseletes uma das principais tendências da época. Uma curiosidade: estrela do filme, Nicole Kidman odiou ter que usá-los e, inclusive, quebrou uma costela nos ensaios. Ops!

Moulin Rouge

6. Ame-me Esta Noite (1932)

O apaixonante musical conta a história de um chique alfaiate francês que se apaixona por uma princesa. O galã Maurice Chevalier, ícone fashion que ficou conhecido na França por usar smoking com chapéu de palha, é um dos principais motivos para se ver o filme. A charmosa princesa Jeanette (Jeanette MacDonald) é outro destaque – a facilidade da atriz de se despir em cena, assim como as camisolas rendadas que ela usava, conquistaram os holofotes da época.

Ame-me Esta Noite

7. Charada (1963)

Não tinha como fazer uma lista que une filmes e moda sem citar Audrey Hepburn e Hubert Givenchy. Nesse suspense, Audrey interpreta Regina, uma milionária que, ao voltar de férias, encontra o marido morto. Givenchy construiu uma jovem dama sem as saias rodadas, abusando de cores e tailleurs, marcando a transição do estilo de Hepburn: da menininha meiga para a mulher segura e independente. O look mais marcante, um vestido com capa de chuva e galochas, não foi o preferido da atriz, e sim um casaco vermelho de lã, que foi pra casa com a atriz no fim das filmagens.

Charada

* Apresentando esses e outros filmes apaixonantes, a jornalista Alexandra Farah escreveu “101 filmes para quem ama moda“. Com curiosidades e fotografias dessas produções, o livro foi publicado pela editora Senai-SP neste ano.

 

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Biblioteca de moda: Leave Your Mark, Aliza Licht

Numa época em que as redes sociais eram praticamente ignoradas pelas marcas, em 2009 nascia um perfil anônimo no twitter que mudaria o rumo da indústria da moda. Alizia Licht é o cérebro e a voz por traz do DKNY PR GIRL. O que começou com 140 caracteres evoluiu virou um dos maiores cases de sucesso na moda – e agora um livro, Leave Your Mark.

Leave Your Mark Aliza Licht Biblioteca de Moda

(Foto: PrBlonde)

O objetivo era muito simples: compartilhar o dia-a-dia de uma envolvida nos bastidores da marca. Os encontros com editores e celebridades produção dos desfiles… E funcionou – hoje a conta soma pouco mais de 500 mil seguidores. Nas palavras de ninguém menos do que a própria designer Donna Karan, “Aliza está sempre aberta a novas ideias e a novas formas de fazer as coisas. Ela estava por dentro das mídias sociais muito antes do resto de nós. O sucesso da DKNY PR GIRL é prova da força de sua personalidade”.

Em Leave Your Mark, um dos lançamentos mais aguardados de 2015, Aliza compartilha a sua nem sempre impecável trajetória profissional. Comprei o livro esperando encontrar majoritariamente dicas para ter sucesso no mundo online, mas ela vai muito além. Uma das várias mensagens é a importância que a figura de um mentor pode ter na sua carreira – e é exatamente esse papel que ela assume nas 288 páginas.

Por ser muito novo, ainda não existe edição em português (e nem para o Kindle, infelizmente). Mas, se você domina o inglês e está querendo dar o próximo ou primeiro passo na sua carreira, acho um ótimo investimento.

Onde encontrar: Amazon BR / Amazon US / Barnes & Noble

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Biblioteca de moda: Giorgio Armani

O italiano Giorgio Armani tem 81 anos. Há 40, criou a marca que leva o seu nome e ganhou espaço cativo no closet de mulheres poderosas e que não abrem mão de uma alfaiataria impecável. Seguindo as comemorações das quatro décadas de vida da grife, ao final do seu desfile, em Milão, foi lançada também a sua autobiografia. Publicada pela Rizzoli, reúne fotos e fatos inéditos sobre a sua história e a da Armani – que, no final das contas, são uma só.

giorgio-armani-livro-autobiografia

Ao meu ver, o grande mérito da biografia é ter sido escrita pelo próprio estilista. Não só torna a leitura mais próxima e agradável, mas acaba se tornando um documento histórico importante da própria história da moda. Ainda não tive a chance de ver pessoalmente nem adquirir o meu (por motivos de: dinheiros), mas imagino que seja daqueles que dão até dó de virar as páginas de tão lindo por dentro, e por fora também, claro.

O preço acaba limitando o acesso ao livro Giorgio Armani. Se lá fora já é caro (US$ 150), aqui ele chega pela Amazon passando por R$ 500. Para poucos.

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