Anos 60: a liberdade e a mini-saia

É uma tarefa quase impossível definir um único estilo para a década de 60. O período foi de grande efervescência cultural e a palavra de ordem era liberdade. Após o baby boom e o consumismo provocados pelo fim da guerra nos anos 50, a década que se seguiu foi dominada por uma explosão de juventude e a moda deixou de seguir um único padrão: se vestir passou a ser uma questão comportamental acima de tudo.

Anos 60

André Courrèges criou as “moon girls”, que vestiam roupas curtas e de linha reta, com cores metélicas ou fluoresecentes e botas brancas. Paco Rabanne levou o metal para as roupas, criando verdadeiras armaduras maleáveis. Pucci explorou a psicodelia em suas estampas que viraram febre e Yves Saint Laurent foi buscar inspiração na moda masculina para criar o smoking feminino, um reflexo da nova posição da mulher na sociedade.

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O destaque da década, no entanto, foi a mini-saia. O crédito de sua criação é dado à inglesa Mary Quant e ao francês André Courrèges, mas a própria estilista afirma que a tendência veio das ruas, que eram a grande fonte de inspiração dos criadores. A mini revolucionou os padrões de vestuário feminino e até hoje é considerado um clássico. Com a moda de rua ditando tendências, a alta costura perdeu espaço e surgiu o chamado prêt-à-porter de luxo. O número de boutiques cresceu e a moda ganhou uma nova velocidade – era preciso ser criativo, pois os consumidores estavam cada vez mais ávidos por novidades. Londres se tornou a capital fashion, afinal lá estavam os jovens mais estilosos e o grande fenômenos musical da década, os Beatles.

Assim como os estilos, os ícones da moda também eram bem diferentes entre si. Da modelo Veruschka, como seus traços exóticos e altura incomum para a época (1, 83m), símbolo do movimento Swinging London, até Audrey Hepburn, com toda sua delicadeza e classe. Da sensualidade e dos cabelos rebeldes de Brigitte Bardot ao minimalismo e cílios marcados de Twiggy. Grafismos, óculos de gatinho, maquiagem com foco nos olhos, pernas de fora, gola alta – tudo foi um reflexo das transformações ocorridas na década de 60. A corrida espacial, a pílula anticonscepcional, a contracultura, entre outros, foram mudanças que culminaram em uma geração criativa e com desejo de liberdade e novidades.

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No fim dos anos 60 começa a surgir o movimento hippie: os jovens buscavam um novo modelo de vida, que se afastasse do sistema, com muita paz e amor. A moda passou a valorizar as roupas dos operários, como o jeans. O étnico e o psicodélico estavam em alta, em roupas soltas e esvoaçantes. Foi no fim da década, em 1968, que os movimentos estudantis ganharam força e contestaram os modelos vigentes de sexualidade, educação, costumes e estética. Em 1969, o Festival de Woodstock e a chegada do homem à lua fecharam a década dos contrastes, que continua a influenciar a moda atual.

*Por Marina Gabai, em colaboração ao Costanza Who

 

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