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Para ler: mercado de luxo, brechós em SP e o novo Style.com

Faz tempo que estou com vontade de resgatar uma das tags que eu mais gosto de ler em outros blogs, mas que fiz pouquíssimas vezes por aqui. Shame on me! Nada mais é do que recomendações de leituras interessantes que fiz aí pela internet nos últimos tempos, seja em vizinhos da blogosfera (vamos voltar a usar esse termo, por favor!) ou sites de notícias. Hoje, trouxe só três – até porque quem tem tanto tempo assim pra ler mil coisas, né? Mas nesses, eu garanto que vale a leitura.

Mercado de luxo e sustentabilidade
Por que nunca pensamos no mercado de luxo e só no modelo fast-fashion ao falar de sustentabilidade?

* Mode.Fica: O mercado de luxo prova que o fast-fashion não é o único vilão da moda

Marina Colerato, como sempre, arrasando muito nas suas análises e botando a nossa cabeça pra funcionar: “Pense em trabalho análogo à escravidão na moda, rios poluídos com corantes têxteis, pilhas de roupas se acumulando em aterros sanitários e pessoas comprando cada vez mais produtos de moda. Provavelmente, quando falamos sobre isso o que vem à mente são grandes redes de fast-fashion, produzindo e vendendo roupas a baixo custo, que são descartadas com facilidade. Mas onde fica o mercado de luxo nessa história? Por que nós parecemos sempre esquecer de colocar essa fatia bilionária crescente nesse cenário?”

* Hoje vou assim OFF: Roteiro de brechós de SP

Pulando da esfera reflexiva direto para um post de serviço… A carioca Ana Soares desbravou alguns brechós aqui de São Paulo, num roteiro digno de paulistano mesmo. Ela já é adepta de comprar em brechós e eu, que nunca tive muita paciência e ninguém que me mostrasse onde ir, fiquei morrendo de vontade de testar as sugestões.

* Business of Fashion: Is the New Style.com Working?

Sempre dou preferência para matérias em português, mas o BoF tem tanto conteúdo bom – e que é justamente a cara do que a gente compartilha aqui no blog – que fica difícil fugir de lá. Mas acho que esse aqui vale a leitura para quem consegue arriscar no inglês porque problematiza a nova empreitada da Condé Nast para o antigo site de desfiles Style.com, que agora virou um e-commerce. Será que está funcionando mesmo?

Em tempo: quem tiver outras sugestões de leitura vale deixar nos comentários! Que tal transformar isso aqui num grande aglomerado de (bons) links?

Verdades de uma jornalista de moda freelancer

Vamos começar jogando a real: trabalhar como jornalista freelancer não é nada fácil. Pode parecer muito interessante fazer seus próprios, poder escrever só quando bater a inspiração e não ter uma rotina muito rígida – mas tudo tem dois lados! Acho que é importante dizer, antes de começar a contar sobre a minhas experiências com essa forma de trabalho, que é o tipo de coisa que pode acontecer de mil jeitos diferentes dependendo da empresa. Ou seja, nada aqui é regra, e sim um relato pessoal mesmo!

Verdades de uma jornalista de moda freelancer

Desde que fui efetivada na L’Officiel, depois de trabalhar uns 6 meses como estagiária mesmo estando já formada (ainda estava cursando uma segunda faculdade), escrevo para eles como freelancer fixa. O que isso significa, na prática, é que todo mês eu assino um número determinado de páginas por um valor previamente combinado, e que extras são acertados a parte. No meu caso, faço isso de casa mesmo, e vou para a redação só quando eu quero visitar minhas colegas de revista ou nos últimos dias de fechamento – quando tudo é mais corrido e às vezes preciso colocar as informações direto no programa de layout.

Também combinei com a chefinha que tenho total liberdade para escrever para outros veículos (inclusive concorrentes), mas sei que não é necessariamente assim que funciona com todo mundo. São combinados, né? Na real, nesse último um ano que tô nesse esquema, eu praticamente não escrevi para mais nenhum lugar além do blog e do Estadão – esse último porque a minha chefe também é editora de moda lá, então rola uma facilidade maior. Se tivesse que eleger uma razão, acho que é principalmente comodismo mesmo. Dá trabalho correr atrás de freela… eles não caem na sua mão, não! Mas está ali nas metas do ano diversificar um pouquinho mais o portfólio, vamos ver.

Verdades de uma jornalista de moda freelancer

Ainda vou aprender a fazer um texto em primeira pessoa sem uma ENORME introdução mega pessoal… Passado o momento, queria dar 3 dicas que juntei esse tempinho trabalhando como jornalista de moda freelancer, mas que na verdade podem ser adaptadas para qualquer área.

Não tenha medo de falar com as pessoas

O primeiro freela que consegui foi no final da faculdade de jornalismo, quando a minha experiência escrevendo sobre moda se resumia aqui ao blog – nem sonhava que logo mais entraria na L’Officiel! Mandei um e-mail pra editora chefe do FFW Camila Yahn (endereço esse que consegui na internet!) sugerindo algumas pautas e, para minha surpresa, ela topou! Acabei publicando um único texto, essa entrevista com a Giuliana Iódice, e o erro foi meu que nunca mais retomei esse contato. Mas deu certo, e isso que importa! O que nos leva ao próximo assunto…

Mas estude MUITO o veículo antes

Só deu certo porque eu era (e sou) leitora ávida do FFW – é a minha bíblia mesmo, de ler todo dia –, e sabia exatamente o que tinha a ver com o conteúdo deles. Não adianta sugerir um post sobre lançamentos se o veículo em questão só publica matérias reflexivas. Tem que fazer a lição de casa, e nem sempre é fácil. E, se o seu objetivo é revista impressa, um aviso: precisa de antecedência, e muita. Entenda no próximo tópico.

Verdades de uma jornalista de moda freelancer

Planeje-se para o ano

Numa revista, a gente fecha a edição mais ou menos uns 15 dias antes de chegar à banca. Ou seja, se hoje é dia 15 de agosto, a edição de setembro já está 100% pronta e entregue. Até o dia 20, vamos ter definido todas as pautas para a edição de Outubro. E isso são só as pautas menores – as especiais, a gente negocia com as marcas com vários meses de antecedência. Outro exemplo: em dezembro, acontece anualmente em Miami a Art Basel, que é numa cidade que tenho um bastante contato e gera um gancho perfeito pra falar de outros assuntos além de arte (que não é meu forte, admito). Ou seja, desde agora já estou pensando para quem vou sugerir matérias especiais sobre isso, para não correr o risco de perder prazos.

Em resumo: as pessoas falam muito pouco sobre o assunto, tem quase nada de informação na internet, mas não é um bicho de sete cabeças! Fazendo da forma certa, dá, sim, pra se aventurar como jornalista de moda freelancer sem medo.

Por que programação é “A” habilidade que você precisa aprender em 2016

Vou fazer uma confissão: nunca tive paciência para aprender programação do zero mesmo. Sempre soube um pouco mais do que a média de HTML e CSS, mas isso porque sou ansiosa demais para depender de alguém em coisas simples. Eis que coloquei como meta esse ano aprender mesmo sobre programação e finalmente não me sentir culpada o suficiente para poder colocar essa habilidade no meu currículo.

Chegamos em maio e achei que já passou da hora de começar. Nessa busca por alguma forma prática e barata de aprender o básico de programação, descobri uma ferramenta MUITO legal – e que eu divido mais lá no final do post. Mas, antes, queria contar um pouquinho por que decidi que era tão importante aprender esse ano. Aliás, lembra que a gente falou aqui no blog sobre um estudo de tendências da WSGN para 2018? Pois a nossa relação com tecnologia só tende a aumentar.

Por que aprender programação HTML CSS

#1 Programação é muito mais fácil do que parece

Aliás, vamos começar aprendendo os termos certinhos? Por programação, leia-se HTML e CSS. Ficou assustada com esses termos? Pois não deveria. Entenda essas duas siglas como “linguagens” de internet, já que existem muitas outras. Mas essa dupla é a base que uma pessoa leiga deveria aprender, e ó: não é difícil nem demorado. Sem contar que hoje a internet está aqui pra ajudar – nada que um bom tutorial de youtube não salve na hora do sufoco.

#2 O poder que HTML e CSS pode ter na sua carreira

Mesmo que você não trabalhe diretamente com tecnologia, as chances são que, se a sua empresa for pequena, você não tenha um setor inteiro de T.I. para te dar suporte 24 horas por dia. Em tempos de backup e hospedagem nas nuvens, vale ouro quem consegue resolver pepinos simples que surgem no dia-a-dia. Imagino essa cena lá na L’Officiel, se o servidor com todos os arquivos da edição do mês decide parar de funcionar em pleno fechamento…  E, se você for empreendedor, pode multiplicar essa necessidade por mil!

Por que aprender programação HTML CSS

Vale até mesmo se você for contratar alguém para fazer todo o trabalho pesado de programação na criação de um site, por exemplo. Acho super importante entender minimamente do que você está pedindo para outra pessoa fazer, as limitações e até como cobrar resultados. Imagina um redator-chefe de revista que nunca passou um dia na pele de repórter? Não dá!

#3 Dá pra fazer de graça e em casa com o CodeAcademy

E olha só a melhor parte: acabei de descobrir uma ferramenta grátis, quase 100% em português, online e que você aprende na prática, o CodeAcademy. Ou seja, nada de mil páginas de teorias desinteressantes e que você provavelmente nunca vai decorar. História da internet? Esquece! Logo na primeira unidade, você já sai escrevendo linhas de códigos e com uma espécie de “medalha”.

Por que aprender programação HTML CSS
Um print screen do meu progresso na primeira lição do CodeAcademy – a ferramenta que conquistou meu coração

O processo lembra um pouquinho um jogo, dá vontade de ir conquistando as fases (no caso, unidades) e chegar até o final. O resultado é que fiquei viciada e tive que me segurar para não passar direto para a segunda unidade – tô querendo dosar um pouquinho para cada dia.

Alguém já aprendeu um pouco sobre HTML e CSS e pode compartilhar como é que foi esse processo? Chegaram a usar isso no dia-a-dia?

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