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Como organizar a sua vida (ou como eu fiz isso na minha)

Eu sei, eu sei, está todo mundo falando das suas metas e planos para 2017 há pelo menos uns três meses. Mas, pela primeira vez em anos, eu entrei nesse de agora sem nenhum objetivo concreto. Coloquei tantos para 2016 e cumpri tão poucos (shame on me!) que estava meio descrente na minha participação ativa para cumpri-los. Aliás, vergonha nada – acho que parte do problema foi justamente esse meu lado hiper autocrítico.

Como organizar sua vida

Eis que virou essa semana (será que Susana Miller explica?) e eu me vi extremamente motivada para resolver vários problemas que me mantinham acordada durante as madrugadas, botar minha vida em ordem e, sei lá, ter um ano maravilhoso. Um exemplo? Me formei em Jornalismo na Cásper em 2014 mas nunca fui pegar meu diploma – faltava entregar uma série de burocracias e eu fui sempre deixando pra lá, cheguei PERTINHO de perder totalmente o curso por conta desse vacilo. Resultado? Entreguei tudo, confirmei por telefone e segunda-feira passo lá para oficialmente colar grau.

Toda essa introdução desnecessária é pra dizer que sim, tem muita gente pior do que você na arte de procrastinar. Brincadeiras à parte, num único dia eu fiz mais do que num ano inteiro e nada mais justo do que compartilhar aqui o que foi a minha salvação, começando pelo digital.

1. Ame seu e-mail de novo

Por mais organizado que você seja, acho difícil que botar sua caixa de entrada em dia não seja algo que te tira o sono vez ou outra. Tenha você 2.000 ou 20 e-mails acumulados, ela é sempre uma bola de neve e não pára de crescer. Pois a minha mágica para resolver a minha vida tem nome: Spark. Foi esse o gerenciador de e-mail (tipo Outlook mesmo) que eu decidi baixar despretensiosamente no computador e no celular, já que ele prometia uma sincronização imediata e fácil. E olha, só estou usando a 24horas mas já quero gritar pro mundo: SUCESSO!

A começar pela instalação: além do meu gmail, tenho três endereços aqui do blog com o @costanzawho.com.br. Quem já tentou configurar algo parecido sabe a dor de cabeça que dá ir procurar todos aqueles parâmetros e as mil tentativas até tudo funcionar. Que nada – o Spark fez tudo sozinho e ainda reconheceu as assinaturas que eu já usava. Se o slogan promete que você vai amar seu e-mail de novo, ele foi muito além. Tal como o google costuma fazer, ele organiza seus e-mails por prioridade, te notifica apenas do que é mais importante e é super fácil de configurar o que cada deslize fará, quais seções mostrar e quantos emails você quer ver em cada uma delas. O único porém: ele só está disponível por enquanto para dispositivos apple, mas quem sofre apanhando diariamente do Mail (nunca, nunquinha consegui usar) vai adorar essa ótima opção.

Como organizar sua vida Spark email

2. A vida digital

Aproveitando a onda de energia que me veio ao fazer um upgrade na minha relação com os e-mails, decidi que era hora de fazer uma uma limpeza digital. Coloquei pra funcionar o backup automático do meu computador (Time Machine), organizei rapidamente todas as minhas pastas mais bagunçadas, passei pro HD externo tudo que ocupava memória e não seria mais utilizado diariamente, apaguei aplicativos inúteis, limpei minha barra de favoritos (socorro, aquilo estava desesperador). E, juro, tudo isso me tomou menos de uma hora, mas foi mais uma coisa a ser tirada da frente.

3. E a vida offline, também conhecida como burocracias

Fui resolver aqueles pepininhos como a história do meu diploma. E por fui resolver, quero dizer que eu fiz tudo sentada confortavelmente na minha mesa. Imprimi todos os boletos da minha empresa que preciso pagar em 2017, fiz a declaração do ano passado e todas as outras atrasadas (ê, olha aqui eu de novo rs), joguei fora tudo que era supérfluo em papeis já que tudo é digital (que apego bobo, né?), descobri como vou economizar um dinheiro razoável com um novo plano da Vivo, paguei uma multa antes do prazo com 20% de desconto… De novo, se perdi duas horas fazendo isso, foi muito.

Agora você deve estar se perguntando: “Ok, mas a única dica de verdade que você deu foi o Spark, de resto você só contou como sua vida estava atrasada e que você fez o mínimo aceitável para qualquer pessoa normal”. É meio que isso mesmo, mas eu tenho certeza de que você também tem pelo menos uma coisa super simples sem resolver por pura preguiça mas que está ali, na sua listinha mental de pendências. E se 2017 pudesse começar com tudo isso resolvido, não seria lindo?!

 

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Para ler: mercado de luxo, brechós em SP e o novo Style.com

Faz tempo que estou com vontade de resgatar uma das tags que eu mais gosto de ler em outros blogs, mas que fiz pouquíssimas vezes por aqui. Shame on me! Nada mais é do que recomendações de leituras interessantes que fiz aí pela internet nos últimos tempos, seja em vizinhos da blogosfera (vamos voltar a usar esse termo, por favor!) ou sites de notícias. Hoje, trouxe só três – até porque quem tem tanto tempo assim pra ler mil coisas, né? Mas nesses, eu garanto que vale a leitura.

Mercado de luxo e sustentabilidade

Por que nunca pensamos no mercado de luxo e só no modelo fast-fashion ao falar de sustentabilidade?

* Mode.Fica: O mercado de luxo prova que o fast-fashion não é o único vilão da moda

Marina Colerato, como sempre, arrasando muito nas suas análises e botando a nossa cabeça pra funcionar: “Pense em trabalho análogo à escravidão na moda, rios poluídos com corantes têxteis, pilhas de roupas se acumulando em aterros sanitários e pessoas comprando cada vez mais produtos de moda. Provavelmente, quando falamos sobre isso o que vem à mente são grandes redes de fast-fashion, produzindo e vendendo roupas a baixo custo, que são descartadas com facilidade. Mas onde fica o mercado de luxo nessa história? Por que nós parecemos sempre esquecer de colocar essa fatia bilionária crescente nesse cenário?”

* Hoje vou assim OFF: Roteiro de brechós de SP

Pulando da esfera reflexiva direto para um post de serviço… A carioca Ana Soares desbravou alguns brechós aqui de São Paulo, num roteiro digno de paulistano mesmo. Ela já é adepta de comprar em brechós e eu, que nunca tive muita paciência e ninguém que me mostrasse onde ir, fiquei morrendo de vontade de testar as sugestões.

* Business of Fashion: Is the New Style.com Working?

Sempre dou preferência para matérias em português, mas o BoF tem tanto conteúdo bom – e que é justamente a cara do que a gente compartilha aqui no blog – que fica difícil fugir de lá. Mas acho que esse aqui vale a leitura para quem consegue arriscar no inglês porque problematiza a nova empreitada da Condé Nast para o antigo site de desfiles Style.com, que agora virou um e-commerce. Será que está funcionando mesmo?

Em tempo: quem tiver outras sugestões de leitura vale deixar nos comentários! Que tal transformar isso aqui num grande aglomerado de (bons) links?

 

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Verdades de uma jornalista de moda freelancer

Vamos começar jogando a real: trabalhar como jornalista freelancer não é nada fácil. Pode parecer muito interessante fazer seus próprios, poder escrever só quando bater a inspiração e não ter uma rotina muito rígida – mas tudo tem dois lados! Acho que é importante dizer, antes de começar a contar sobre a minhas experiências com essa forma de trabalho, que é o tipo de coisa que pode acontecer de mil jeitos diferentes dependendo da empresa. Ou seja, nada aqui é regra, e sim um relato pessoal mesmo!

Verdades de uma jornalista de moda freelancer

Desde que fui efetivada na L’Officiel, depois de trabalhar uns 6 meses como estagiária mesmo estando já formada (ainda estava cursando uma segunda faculdade), escrevo para eles como freelancer fixa. O que isso significa, na prática, é que todo mês eu assino um número determinado de páginas por um valor previamente combinado, e que extras são acertados a parte. No meu caso, faço isso de casa mesmo, e vou para a redação só quando eu quero visitar minhas colegas de revista ou nos últimos dias de fechamento – quando tudo é mais corrido e às vezes preciso colocar as informações direto no programa de layout.

Também combinei com a chefinha que tenho total liberdade para escrever para outros veículos (inclusive concorrentes), mas sei que não é necessariamente assim que funciona com todo mundo. São combinados, né? Na real, nesse último um ano que tô nesse esquema, eu praticamente não escrevi para mais nenhum lugar além do blog e do Estadão – esse último porque a minha chefe também é editora de moda lá, então rola uma facilidade maior. Se tivesse que eleger uma razão, acho que é principalmente comodismo mesmo. Dá trabalho correr atrás de freela… eles não caem na sua mão, não! Mas está ali nas metas do ano diversificar um pouquinho mais o portfólio, vamos ver.

Verdades de uma jornalista de moda freelancer

Ainda vou aprender a fazer um texto em primeira pessoa sem uma ENORME introdução mega pessoal… Passado o momento, queria dar 3 dicas que juntei esse tempinho trabalhando como jornalista de moda freelancer, mas que na verdade podem ser adaptadas para qualquer área.

Não tenha medo de falar com as pessoas

O primeiro freela que consegui foi no final da faculdade de jornalismo, quando a minha experiência escrevendo sobre moda se resumia aqui ao blog – nem sonhava que logo mais entraria na L’Officiel! Mandei um e-mail pra editora chefe do FFW Camila Yahn (endereço esse que consegui na internet!) sugerindo algumas pautas e, para minha surpresa, ela topou! Acabei publicando um único texto, essa entrevista com a Giuliana Iódice, e o erro foi meu que nunca mais retomei esse contato. Mas deu certo, e isso que importa! O que nos leva ao próximo assunto…

Mas estude MUITO o veículo antes

Só deu certo porque eu era (e sou) leitora ávida do FFW – é a minha bíblia mesmo, de ler todo dia –, e sabia exatamente o que tinha a ver com o conteúdo deles. Não adianta sugerir um post sobre lançamentos se o veículo em questão só publica matérias reflexivas. Tem que fazer a lição de casa, e nem sempre é fácil. E, se o seu objetivo é revista impressa, um aviso: precisa de antecedência, e muita. Entenda no próximo tópico.

Verdades de uma jornalista de moda freelancer

Planeje-se para o ano

Numa revista, a gente fecha a edição mais ou menos uns 15 dias antes de chegar à banca. Ou seja, se hoje é dia 15 de agosto, a edição de setembro já está 100% pronta e entregue. Até o dia 20, vamos ter definido todas as pautas para a edição de Outubro. E isso são só as pautas menores – as especiais, a gente negocia com as marcas com vários meses de antecedência. Outro exemplo: em dezembro, acontece anualmente em Miami a Art Basel, que é numa cidade que tenho um bastante contato e gera um gancho perfeito pra falar de outros assuntos além de arte (que não é meu forte, admito). Ou seja, desde agora já estou pensando para quem vou sugerir matérias especiais sobre isso, para não correr o risco de perder prazos.

Em resumo: as pessoas falam muito pouco sobre o assunto, tem quase nada de informação na internet, mas não é um bicho de sete cabeças! Fazendo da forma certa, dá, sim, pra se aventurar como jornalista de moda freelancer sem medo.

 

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