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Lina Dellic e a nova era da moda em que “menos é mais”

Armário-cápsula, produção artesanal, consumo consciente. São todos termos em alta, usados à exaustão pela mídia e que acabaram perdendo a força quando todo mundo parece tentar se autodenominar adepto ao Slow Fashion. Mas, no meio de tanta bagunça, ainda tem muita marca tentando fazer um trabalho autoral bacana – e, por ironia, são justamente aquelas que ninguém fala. Aliás, lembram que a gente mostrou a confecção da Honey Pie aqui no blog? É assim com a Lina Dellic, a marca novinha aqui de São Paulo que vem conquistando uma legião de meninas antenadas.

Lina Dellic

Inspiradas principalmente pelo empoderamento das mulheres (olha aqui outra expressão que já está ficando saturada), Gabriela Bereta e Marina Zaguini são as mãos e o cérebro por trás da marca e criaram uma identidade que permeia toda a produção de suas peças: elas valorizam o minimalismo, o artesanal e as pessoas responsáveis por seu desenvolvimento. “Seu diferencial encontra-se na consciência (óbvia, mas cada vez mais rara) de que, por trás das roupas, há seres humanos”, explicou Marina. Numa época em que o slow fashion vem ganhando forças para destronar o fast, aproveitamos para conversar com ela sobre esse movimento e como a sua marca tenta se destacar.

Como e por que surgiu a Lina Dellic?

A Lina Dellic surgiu da vontade de fazer algo que tivesse um impacto positivo na vida das pessoas. Nos víamos cada vez mais instigadas pelo estilo como uma linguagem, pela moda como uma forma de expressão e pelos seus processos, que geram questionamentos na cabeça das pessoas. A moda se tornou uma paixão, mas ela surgiu aqui quase como um pretexto. Percebemos que nosso eterno caso de amor sempre foi com nós mesmas, como mulheres e seres humanos. A Lina já nasceu agarrada na ideia do consumo consciente e informada sobre a necessidade de valorizar cada etapa da produção e as pessoas que estão por trás.

Lina Dellic e a nova era da moda em que "menos é mais"

Como foi o processo de tirar a ideia do papel e torná-la uma marca? 

Desde 2014, a Gabriela Bereta já tinha a ideia de construir uma marca de moda, mas resolveu pedir uma ajuda à equipe do Loft, o estúdio de branding e design responsável pela criação da identidade da marca, e numa dessas visitar nos conhecemos. Hoje, a Bia, Ana, Cecília, Jô, Lindinha, Maria de Lurdes, Lorena, Ana Paiva, Ângela e Larissa também fazem parte do nosso time. Ainda estamos nos construindo como marca, investimos constantemente muita energia nos trabalhos de pesquisa e planejamento. Nada é por acaso ou de repente, por isso analisamos muito bem o mercado, visualizamos com cuidado cada peça que criamos, vamos atrás das matérias-primas e fornecedores mais adequados. A cada dia vamos aprendendo e nos reinventando.

E como funciona hoje a marca? 

Nossa equipe, hoje, é formada apenas por mulheres. Concentramos boa parte da elaboração das peças da Lina no nosso cantinho querido na Rua Pamplona, em São Paulo. Por lá ficam as meninas da administração, da comunicação, nossa estilista e toda a logística de vendas da marca. Vamos acompanhando a produção em cada lugar diferente em que ela acontece. Nos locomovemos pra lá e pra cá, visitando e conhecendo a fundo nossos fornecedores, acompanhando o trabalho no próprio atelier de nossas costureiras e, quando podemos, trazendo pra perto quem quer que faça parte da nossa produção.

Lina Dellic e a nova era da moda em que "menos é mais"

Qual a média de produção? 

Para cada modelo, são produzidas, em média, 30 peças. Na Lina Dellic, a produção se dá sempre assim, com esse número reduzido, o que torna as roupas mais exclusivas e permite que sejam feitas com muito mais carinho e cuidado.

Quais são os desafios em criar peças minimalistas, mas que se destacam?

É realmente um desafio e tanto! Nós sabemos, afinal, que o simples é o oposto do fácil. O “menos é mais” já foi esquecido por muitos e a possibilidade de nos destacarmos talvez venha justamente daí e do fato de isso vir se tornando cada vez mais raro. No entanto, mais necessário. Não só na moda, mas também no estilo de vida. Nosso desafio está na tentativa de reeducar as pessoas, fazê-las compreender que, hoje, apenas o suficiente é necessário e que há sofisticação e beleza na simplicidade. Nosso desafio também está nesse comprometimento com o belo, com o elegante e com a apresentação de algo realmente de qualidade.

Como o slow fashion e os armários-cápsulas podem ajudar a mudar a forma de consumo das pessoas?

O slow fashion e o consumo consciente seguem os passos do lowsumerism, tendência que chega pra ficar e abrir nossos olhos sobre as necessidades do mundo atual. Vem para adaptar não só os processos de produção e consumo da moda, mas de todas as áreas de nossas vidas. Trata-se de uma mudança de pensamento e de atitude integral. É um breque em nosso modo de pensar e agir impulsivo, desenfreado e totalmente incoerente. O armário-cápsula surge como uma ferramenta para essas novas práticas, é uma mostra de que é possível se vestir bem com pouco. Todos esses conceitos são unidos pelos princípios da oposição à produção em massa, da confecção e manutenção para um ciclo de vida longo e do preço real incorporando custos sociais e ecológicos.

Lina Dellic e a nova era da moda em que "menos é mais" Lina Dellic e a nova era da moda em que "menos é mais"

As pessoas, hoje em dia, estão acostumadas a comprar em lojas grandes, com várias peças iguais. O artesanato está voltando a ser valorizado?

Sim. O artesanal é algo de grande valor que deve ser conservado, e as pessoas estão começando a entender isso, em nome da valorização do trabalho de quem produz ou da exclusividade concebida a quem consome. A partir do incentivo a um consumo mais pensado e menos acelerado, eles nos mostram o poder que há em reconhecer e prezar uma produção local e mais humana.

Quais são os planos para o futuro da Lina Dellic?

Nossos planos envolvem o desejo de atingir cada vez mais pessoas e mostrar o valor em compreender as necessidades do slow fashion e do empoderamento das mulheres, além de fazê-las enxergar a beleza e a força por trás do minimalismo. Nossos planos também incluem abrir um ateliê próprio, onde possamos acompanhar ainda mais de pertinho todas as etapas de nossas produções. Quem sabe torná-lo uma loja conceito e um exemplo ao seguir e por em prática os princípios do slow fashion. Em todos os nossos planos, estará sempre presente a vontade e o propósito que nos move: de fazermos bonito o que nos faz bem.

∴ info
linadellic.com.br
@linadellic

 

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O poder do essencial: Ateliê de Calças

Quando Liana Pandin tomou a decisão de investir no mercado da moda, não podia imaginar que, com isso, estaria deixando o mercado financeiro completamente para trás. Formada em Administração, em 2013 ela abriu um negócio apenas como forma de investimento, mas acabou se apaixonando pelo empreendedorismo. Não teve dúvida: depois de tentar conciliar os dois por um tempo, abriu mão de uma vaga no Bradesco para se dedicar 100% ao seu business.

Por experiência própria, Liana sabia que a mulher brasileira não tinha muitas opções de roupas para trabalhar com valor acessível e de qualidade. Foi assim que surgiu o Ateliê de Calças, um e-commerce que abriga modelos que vão da pantalona ao skinny e em materiais como o couro sintético e poliéster com elastano.

Ateliê de Calças

O site prioriza a experiência do cliente, com extrema facilidade na troca e a (ótima!) alternativa de provar as peças em casa. É como a fundadora da marca disse: “não adianta ter um produto bom se não existe atendimento excepcional, pós-venda com diferencial e, principalmente, uma relação próxima com o cliente”. Conversamos com Liana para tentar aprender um pouquinho com a sua experiência nesse segmento:

Como nasceu a ideia do Ateliê de Calças? 

Liana Pandin – A ideia surgiu para oferecer ao mercado uma calça atemporal, de modelagem impecável, tecido de qualidade, a um custo acessível. Como trabalhei a vida toda no mercado financeiro, era imprescindível estar vestindo um traje mais social e, como tenho 1,75m de altura, as calças sempre ficavam com aquela impressão de “falta de tecido” quando usava salto. Por isso, percebi que existia um nicho não atendido de peças com essas características e que custassem até R$400 reais. A ideia inicial era que o Ateliê fosse um lugar onde você encontraria calças o ano todo e de qualquer tipo de tecido, desde o linho até couro ecológico.

Sua experiência com o mercado financeiro te ajudou de alguma forma a por essa ideia em prática? O que rolou de mais difícil? Qual foi o investimento inicial?

Minha experiência foi fundamental para que o formato da empresa fosse rentável e pudesse se autofinanciar. Além disso, minha facilidade com controles, planilhas de Excel e finanças são pontos que fizeram o Ateliê ter sucesso na parte financeira, que é um problema para muitas empresas. Eu conseguia traçar as estratégias limitando meus prejuízos, caso elas não dessem certo. A parte mais difícil sem dúvida é mensurar a produção: é difícil prever a opinião do cliente diante a um lançamento. Qualquer aposta é um risco e, na minha opinião, tudo tem que ser muito bem calculado. A ideia de oferecer tudo a todos provou que não deveríamos ter uma oferta exagerada, mas um público bem traçado e identificado. O nosso investimento inicial no projeto foi de R$ 300 mil.

Na primeira leva, quantas unidades vocês produziram e quantos modelos diferentes?

Começamos nosso site com 35 modelos, incluindo variantes de cor. Haviam calças de alfaiataria, linho, tecidos planos, malha, couro ecológico. Eram umas mil unidades. O crescimento foi muito orgânico, gradual, e percebemos que um determinado grupo de calças teve mais sucesso. A partir daí, descobrimos que a ideia de oferecer diversos tipos de tecido para atender todos os gostos estava errada, que precisávamos atender todos os gostos que o nosso público específico estava demandando. Esse foi o trabalho mais árduo e minucioso que eu fiz.

Ateliê de Calças

Qual o diferencial do Ateliê de Calças? Por que a sua consumidora prefere comprar lá?

A grande diferença do Ateliê está em algo fundamental: relacionamento com o cliente. Temos um produto de qualidade, 100% nacional, mas não adianta nada se não existe um atendimento excepcional. A concorrência hoje é muito acirrada! Sem dúvida, nossa cliente é fiel e sabe que pode comprar com tranquilidade, pois o produto será entregue com a melhor qualidade e um preço acessível. Além disso, ela sabe também que, caso não goste, queira trocar, ou tenha problemas, teremos a mesma atenção com ela de quando a venda é feita. Pós-venda é um dos critérios que mais trabalhamos dentro da empresa, nenhum tipo de problema ou erro fica sem solução, e isso faz com que a relação que criamos com nossas clientes seja extremamente próxima e transparente. Afinal, a melhor resposta do nosso trabalho é o feedback, seja positivo ou construtivo.

E como funciona esse sistema de receber as peças em casa?

Temos unicamente dois canais de vendas: a malinha e o e-commerce. A malinha é um serviço que passamos a oferecer após uma demanda de algumas amigas minhas que queriam provar antes de comprar. É um serviço onde enviamos até 5 modelos para a casa das clientes: todas as entregas são feitas de bicicletas e atendemos até uma determinada região na cidade de São Paulo. A cliente tem dois dias para ficar com as peças e não há custo nem obrigatoriedade de compra. É uma comodidade que oferecemos para fugir das vendas em shoppings e proporcionar conforto.

Ateliê de Calças

Você está sempre trazendo novos modelos e materiais ou acaba produzindo mais unidades dos mesmos modelos?

Fazemos os dois. Temos os modelos chamados best-seller, que são fixos no Ateliê e variam as cores e até alguns tecidos. E existem os modelos novos, tentamos lançar 3 ou 4 por mês. É uma forma de ter sempre novidades, acompanhar alguma tendência do segmento ou até mesmo oferecer diversidade à cliente. A intenção é que o Ateliê seja sempre repleto de lançamentos e tipos de calças para diversas ocasiões. Nos preocupamos em oferecer um produto que a cliente se sinta sempre bem vestida. Nosso grande carro chefe mesmo é a modelagem. Brincamos que aqui no Ateliê a calça veste você, e não você a calça!

Como é a estrutura de vocês? Tem um escritório ou trabalha de casa?

Nossa estrutura é muito bem montada. Somos um escritório tradicional: estamos em um espaço de 60 metros quadrados, com atualmente quatro funcionários, separados por setor: produção e criação, vendas de malinha, vendas do site e administrativo. Eu gerencio toda a parte financeira, estratégica, assessoria de imprensa, parcerias, novas ideias para o negócio e resolvo pessoalmente todos os problemas com clientes, juntamente com o comercial. Acho fundamental o envolvimento em todas as etapas do processo. Dou minhas ideias para o nosso estilista, sem tirar o talento pessoal dele de criação, e tento, juntamente com a equipe que faz o comercial, estudar maneiras e estratégias de potencializar nossas vendas. Em média mandamos e retiramos 15 malinhas por dia.Exibindo Bora Bora preta - R$ 340 4.jpg

E o que você tem de planos para o Ateliê? Para onde você quer que a sua empresa caminhe?

Todos os dias, coloco planos em prática e traço novas metas. Sou viciada em empreendedorismo, devoro livros, TEDS, reportagem e cases de sucesso. Batalhamos juntos todos os dias para aumentar a empresa sem perder nossas melhores qualidades. E, realmente, quando se coloca muito trabalho e dedicação, as coisas saem como você espera. Me surpreendo muito também, achava que teríamos um limite de crescimento, até porque calça é um produto que nem todo mundo tem facilidade de comprar pela internet. É, sem dúvida, meu maior orgulho profissional. Eu sempre disse que o Ateliê vende todas as calças, menos jeans, e estamos agora prontos para lançar quatro modelos de jeans – desenvolvemos o jeans que julgamos perfeitos. Outra coisa que sempre disse é que “o Ateliê nunca terá loja física”, mas, como já queimei minha língua uma vez, prefiro esperar e lutar para conquistar espaços que nunca imaginei. Vai que essa ideia sai do papel também!

Conheça mais histórias como a do Ateliê de Calças

Pode parecer uma grande coincidência, mas as melhores ideias nascem assim: quando as pessoas mais criativas captam uma necessidade e decidem fazer algo a respeito! Como a gente gostou muito do tema, resolvemos transformá-lo numa pequena série de posts:

* A história da editora da revista Estilo que criou uma marca de camisetas basiconas

* Na próxima semana: uma marca carioca que só vende espadrilles

 

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O poder do básico: as camisetas da Gala

Se há alguns anos o sonho de consumo máximo era ter um closet enorme, capaz de abrigar centenas e centenas de opções, hoje a tendência é justamente o oposto. Armários enxutos e muito bem editados fazem a cabeça das mais antenadas, que valorizam muito mais a praticidade do dia-a-dia. É com esse mindset que ganham força as marcas que apostam em itens básicos, porém com qualidade premium.

É exatamente essa a proposta da Gala. A jornalista Carolina Machado, que já foi editora de moda da Estilo, convocou a amiga Tatiane Martins e juntas lançaram uma marca de camisetas básicas, mas com caimento impecável e um toque delicioso. “O básico não deve ser comum e muito menos descartável. Uma peça de má qualidade prejudica de cara o visual”, defende Carol. Pouco mais de um ano após a inauguração do e-commerce, elas já somam 11 pontos de venda e 18 modelos diferentes. Ufa! Conversamos um pouquinho com ela para entender como esse processo de se aventurar no mundo da criação:

O poder do básico: as camisetas da Gala Basic Wear, das sócias Carolina Machado e Tatiana Martins

A ideia da Gala surgiu de uma dificuldade sua em encontrar camisetas básicas e de qualidade, é isso?

Carolina Machado – Antes da Gala, era editora de moda e mesmo conhecendo e tendo acesso à muitas marcas, tinha dificuldade de encontrar camisetas básicas com conceito. Não só pra mim, que sou adepta ao estilo básico, como para reportagens editoriais de moda. O que a princípio parece óbvio, quando realmente precisamos de uma camiseta básica bacana e com qualidade não sabemos onde comprar. Tem, mas elas estão diluídas entre as marcas. Eu e minha sócia, a Tatiane Martins, buscávamos algo para empreender, queríamos ter o nosso negócio próprio, além de qualidade de vida. Juntas, decidimos tocar a ideia de ter uma marca segmentada focada em básicos.

Já tinha tido alguma experiência desse outro lado da indústria, como criadora? O que rolou de mais difícil? Qual foi o inve$timento inicial?

Como criadora, nenhuma das duas tinha. Mas eu trabalhei muito anos com moda, e também conhecia as necessidades do mercado e do consumidor. As ideias são todas nossas e temos um estilista que as coloca no papel. Antes da peça entrar na coleção, aprovamos minuciosamente a modelagem. Não oferecemos apenas camisetas básicas, mas com um corte diferenciado e material de qualidade. No showroom, usamos muito uma frase “Make it simplebut significant”, emprestada do personagem Don Draper, do Mad Men. Antes de lançar a marca, foram 6 meses de pesquisa e dedicação total. Acredito que o mais difícil foi encontrar a matéria-prima. Pensamos em importar do Peru, mas queríamos estar perto da nossa produção, ter controle de todo o processo e saber quem são as pessoas que se tocam nossas peças, além de ter um produto 100% nacional. O Brasil tem excelentes malharias e um algodão muito bom. Trabalhamos também com uma malha ecológica e o micromodal. Nosso investimento inicial foi cerca de R$ 150 mil,  mas não parou por aí.

O poder do básico: as camisetas da Gala Basic Wear, das sócias Carolina Machado e Tatiana Martins

As amigas Carolina Machado, que já foi editora de moda da revista Estilo, e Tatiana Martins

Na primeira leva, quantas unidades vocês produziram quantos modelos diferentes?

O foco do primeiro ano era nos firmar como uma marca de camisetas básicas, por isso a princípio lançamos coleções fixas e enxutas, com os modelos mais “clássicos” e apenas cores neutras. Apesar disso, tínhamos em média 36 opções, entre cores, modelos e tecidos. No começo trabalhamos a ideia de que tudo que estava ali poderia ser sempre encontrado no site. Logo de cara tivemos uma aceitação ótima, não só nas capitais, mas em todo Brasil. O trabalho de divulgação também foi muito importante, pois não adianta você ter uma produto legal, se as pessoas não ficarem sabendo. Rolou muito mídia espontânea, de blogueiras principalmente,  mas o boca a boca também é maravilhoso. Nos demos conta que a marca “estava dando certo” e que estávamos no caminho certo, quando notávamos que muitos clientes, a maioria, que fizeram a primeira compra retornaram, uma, duas, três vezes…

Como são itens básicos, não tem um grande número de lançamentos ou novidades. Como manter a consumidora voltando?

No primeiro ano trabalhamos o fixo, o basicão. A cliente tinha muita novidade para voltar. Agora a estratégia muda, o fixo permanece e teremos lançamentos sazonais, além de algumas novidade pinceladas durante o semestre. Desses lançamentos alguns itens entrarão para a grade fixa e outros não.

Qual é a estrutura de vocês? Têm um escritório ou trabalham de casa?

Temos um showroom em Campinas, localizado no bairro Cambuí, que também é nosso estoque e escritório. Não temos as portas abertas, mas a cliente pode nos visitar com hora marcada ou retirar a compra aqui.

O poder do básico: as camisetas da Gala Basic Wear, das sócias Carolina Machado e Tatiana Martins O poder do básico: as camisetas da Gala Basic Wear, das sócias Carolina Machado e Tatiana Martins

O que vocês têm de planos para a Gala? A ideia é sempre ficar só com camisetas?

Desde o início, a ideia não era ser uma marca de camisetas, e sim uma marca de básicos, focada em poucos e bons.  Estamos em processo de desenvolvimento de novos produtos, mas sem perder a proposta básica como linha de criação. Teremos uma grande lançamento no mês de Abril, camisetas e outros. Estamos fotografando a nova campanha também. Vem muita novidade por aí.

Conheça mais histórias como a da Gala

Pode parecer uma grande coincidência, mas as melhores ideias nascem assim: quando as pessoas mais criativas captam uma necessidade e decidem fazer algo a respeito! Como a gente gostou muito do tema, nas próximas semanas também vamos contar a história de:

* Uma paulistana que abriu mão do mercado financeiro para vender calças

* Uma marca carioca que só vende espadrilles

 

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