Filed In: Behind the scenes

Um passeio pelo interior do SPFW TRANS N42

Começou hoje o SPFW TRANS N42, edição que acontece em caráter transitório e a última antes da mudança de data para março e agosto. Mas tudo isso a gente já explicou no post passado – vamos ao que interessa? Sempre rola uma curiosidade de saber como é por dentro do evento, então fiz algumas fotos pra mostrar um pouquinho do que Paulo Borges preparou pra essa edição.

Cenografia um passei pelo interior do SPFW TRANS N42

Os neons da entrada do SPFW, parte da cenografia desenhada pelo Kleber Matheus

Quem assina a cenografia é o artista Kleber Matheus, que trabalha há mais de 15 anos com o neon e largou mão justamente desse elemento pra compor as instalações. As paredes são em madeira clara – um flashback da edição comemorativa de 20 anos, já que o próprio material está sendo reutilizado.

Cenografia um passei pelo interior do SPFW TRANS N42

No espaço central, muito menor do que na Bienal, fica aquela concentração de bares e lounges como GNT e Magnum

Cenografia um passei pelo interior do SPFW TRANS N42

Já na área externa, em meio ao verde do Ibirapuera, os foodtrucks

As minhas considerações prematuras: o maior ponto positivo é que, pelo espaço ser reduzido, você acaba não se cansando de tanto fazer o trajeto sala de imprensa > sala de desfile > sala de imprensa. O que nos leva ao próximo tema!

Cenografia um passei pelo interior do SPFW TRANS N42

Sala da imprensa é isso: não tem glamour. É escada de fotógrafo de PIT e todo mundo correndo mesmo

Cenografia um passei pelo interior do SPFW TRANS N42

É também lá dentro que fica esse stand aqui, onde as assessorias distribuem os convites de cada marca

Claro que poder estar aqui em pessoa é uma delícia – e um privilégio. Mas até que deu pra ter uma boa noção, né? O que mais vocês têm curiosidade de ver por aqui do SPFW?

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Essa matéria faz parte da cobertura do SPFW TRANS N42

 

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Cubículo fashion: a mesa da estagiária da Teen Vogue

Acho que poucas coisas me dão tanto prazer quanto ver onde e como as pessoas da indústria da moda vivem e trabalham. Não é de se espantar, portanto, que minha seção favorita aqui no blog seja justamente a Behind the Scenes, onde a gente fotografa e mostra como funcionam alguns dos principais escritórios desse universo. Ano passado fiz uma visita express ao escritório da Teen Vogue em NY, mas como não tinha nada a ver com o blog acabei não fotografando (ops!). Eis que a mesma empresa que remodelou a redação do Man Repeller fez um job super legal com a revista, e aí não deixei passar a chance de compartilhar por aqui.

Em parceria com um serviço de decoração chamado Homepolish, a Teen Vogue redecorou a mesa de uma estagiária da redação que só ficaria na revista por alguns meses (lá fora, os estágios de verão costumam ser bem curtinhos mesmo). O desafio era claro: como deixar o espaço com a sua cara quando você vai ter que abrir mão dele no final do semestre? Pois a fórmula do designer Justin DiPiero é simples e dá até pra adaptar no seu job sem gastar ou pirar demais:

  1. Adicione luz
  2. Adicione personalidade
  3. Organize

Nada de outro mundo, vai? Esse mix de revistas e livros com bolsas e sapatos é super simples e dá um impacto bem interessante, especialmente pra quem trabalha com jornalismo de moda (oi!). E o abacaxi porta-coisinhas? Uma graça!

A mesa da estagiária da Teen Vogue 1
A mesa da estagiaria da Teen Vogue 3 A mesa da estagiaria da Teen Vogue 4
A mesa da estagiária da Teen Vogue 1

Em tempo: tive um momento transmissão de pensamento hoje de manhã. Estava eu aqui, escrevendo esse texto em tempo real, quando abro o Business of Fashion e me deparo  justamente com uma matéria bem interessante sobre o novo momento da Teen Vogue. Em maio desse ano, a revista passou por uma transição importante: a editora-chefe Amy Astley deu lugar ao trio formado pela diretora criativa Marie Suter, a editora Elaine Welteroth e o diretor editorial digital Phillip Picardi. “Porque um adolescente compraria uma revista em 2016?” é o fio condutor, e a leitura vale cada minuto!

 

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PIT: o trabalho dos fotógrafos de passarela

Sabe aquele amontoado de fotógrafos no final de toda passarela? Pois ele tem nome: PIT. E saiba que é um dos espaços mais disputados de qualquer semana de moda! Eles são os primeiros a entrar nas salas de desfile e têm a missão importantíssima de registar todos os looks (que podem passar dos 50 em alguns casos!) nos melhores ângulos e em um curto espaço de tempo.

PIT: o trabalho dos fotógrafos de passarela

Os fotógrafos de passarela já instalados no PIT, de forma que todo mundo consiga ter uma visão limpa da passarela (Foto: Hick Duarte)

Pelos corredores da Bienal, é fácil identificá-los: os fotógrafos de PIT são aqueles correndo com câmeras, lentes e escadas (pois é!) para conseguir um bom lugar no próximo show, enviar as fotos que acabaram de ser capturadas ou até mesmo comer alguma coisa entre um desfile e outro. Afinal, o trabalho sempre vem em primeiro lugar. Conversamos com alguns desses profissionais durante o SPFW para tentar entender como é de verdade passar uma semana fotografando a passarela.

A rotina agitada do Pit

Durante uma semana de moda, os fotógrafos dormem pouco, comem mal e estão sempre com pressa. Eles acordam cedo, porque precisam chegar com 2 horas de antecedência nos desfiles externos (que costumam começa as 10h). Depois disso, vão para Bienal, onde ficam correndo de um desfile para o outro entre as 15h e 22h. “É bem puxado, você dorme menos de 6 horas por dia. Eu ainda não almocei e já são 20h45, vou comer só agora, por exemplo”, contou o fotógrafo Alexandre Schineider, que estava ali pelo portal UOL. Haja café e energético!

Depois de cada desfile, é essencial enviar as fotos o mais rápido possível – no jornalismo, ganha quem der a notícia antes. Rafael Chacon estava cobrindo o evento pelo FFW, que é o portal de conteúdo da Luminosidade, e por isso contava com uma equipe para ajudá-lo. “Tem uma ilha de edição na sala de imprensa com duas assistentes que ficam levando e trazendo os cartões de memórias. Como essas fotos são pro site oficial, tem duas câmeras que já ficam cabeadas com o editor, pra quando o quinto look estiver entrando na passarela, o primeiro já estar no ar”.

PIT: o trabalho dos fotógrafos de passarela

Além de fazer as fotos, tem todo um trabalho de pós produção que envolve tratamento e enviar as imagens o mais rápido possível!

Os dois lados

A maioria dos fotógrafos concordou que uma das melhores partes dessa função é a parceria que rola entre eles. Depois que todos estão instalados lá no final da passarela, ainda tem que esperar o desfile começar – e eles normalmente atrasam! Ou seja, rola um tempo para conversar, trocar ideias e aprender com a experiência alheia. “No final de tantos anos, você acaba fazendo amigos”, complementou Alexandre Schineider. “A pior parte é a espera”, admitiu Rafael Cachon, “você fica de pé muitas horas, além de ter que ficar andando pra cima e pra baixo o dia inteiro”.

O que rola dentro do PIT

Para manter a organização, existe uma ordem para os fotógrafos se acomodarem no PIT. Os fotógrafos contratados pela marca que desfila são os primeiros a escolher seu lugar, seguidos pelos fotógrafos oficiais do evento e, só depois, o resto da imprensa – que escolhem seus lugares por ordem de chegada. “A bagunça lá dentro é divertida, apesar de ser muito corrido e muito frio, por causa do ar condicionado”, conta Georgea Carrera.

PIT: o trabalho dos fotógrafos de passarela

A foto é de um documentário intitulado PIT, dirigido Alan K, que mostra justamente como é o trabalho dos fotógrafos de passarela

E o que faz um fotógrafo ser bom no clique dos desfiles? Rodrigo Moraes acha que, além do posicionamento, depende muito da técnica, do olhar e do estilo de cada um. Marina Vinck concorda que o olhar, uma característica que nasce com o fotógrafo, é muito importante, mas a experiência também conta bastante. Já para Alexandre, o profissionalismo acaba sendo o diferencial. “A postura pra trabalhar, o jeito que encara o trabalho, o comprometimento, o compromisso com o cliente, com o veículo que você está fotografando. É isso que faz um profissional se destacar no meio dos outros”, argumenta. E a gente aqui do Costanza Who concorda em número, gênero e grau!

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Essa matéria faz parte da cobertura do SPFW N41

 

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