Demorei um bom tempo pra decidir se devia ou não postar esse texto. O motivo é que, pra mim, é quase cômico me referir à minha carreira, quando eu somo no meu CV alguns meses de estágio e apenas 6 meses como gerente de marketing e assessora de imprensa da Honey Pie. Mas, ao longo do tempo (e muito graças ao Costanza Who?), eu acumulei algumas dicas que, quando passei para uma amiga, ela me sugeriu compartilhar por aqui. Se ajudar ao menos uma pessoa, pra mim já é o suficiente. Vamos lá!

O diabo veste prada

1. Telefone é muito mais eficiente do que e-mail

Como boa representante da minha geração, nasci com pânico de telefone e, honestamente, sou assim até hoje. Mas tive que engolir minha aflição quando, no meu primeiro dia estagiando numa assessoria de imprensa, já me colocaram de cara pra ligar pro Estadão vendendo uma pauta. Embora eu tenha certas reservas a ligar para as pessoas em algumas ocasiões, quando o fator principal é a eficiência, não há dúvida de que resolver por telefone é muito mais rápido. Hoje eu costumo fazer ligações rápidas para resolver meus assuntos, e em seguida (e isso quer dizer até 10 minutos do final da ligação), aprofundo com um e-mail, já que a pessoa pode ler com mais calma e também fica tudo registrado.

2. Uma boa cara de pau faz milagres…

Já perdi a conta de quantos relacionamentos de trabalho eu comecei na base da cara-de pau. Não perdendo o bom-senso, descobri que, no geral, pessoas gostam de ajudar pessoas quando for possível. Lembro até hoje de quando mandei e-mails para todas as revistas que conhecia perguntando sobre vagas de estágio, e recebi a seguinte resposta do editor de uma grande publicação: “Os e-mails na cara de pau são os melhores”, com uma data e horário para uma entrevista. Acabou não dando certo no final, mas a lição continua válida!

3. E educação somada a bom-senso e honestidade também

Como assessora de imprensa, eu preciso falar com muita gente que não conheço, e que além de nunca terem ouvido falar em mim ou na marca que cuido, também têm uma agenda super concorrida. Minha forma de contornar tudo isso? Ser educada, honesta e o mais simpática possível. Se ao telefone, sempre pergunto se a pessoa pode falar naquela hora, e jamais peço um favor no primeiro contato com uma pessoa (afinal, porque ela me atenderia?). Procuro sempre me apresentar antes de mais nada, sem medo de mostrar que ainda sou iniciante no mercado, e me colocar à disposição para o que ela precisar, e não ao contrário. Foi sempre daí que nasceram minhas melhores relações.

* E mais: num e-mail, procuro evitar uma abordagem mega-formal, que dá a impressão de que foi um computador quem escreveu tudo aquilo. Acho que gente falando com gente funciona muito mais.

4. Um trabalho bem-feito te dá (quase) tanto reconhecimento quanto um título importante em uma grande empresa

E essa lição eu aprendi 100% com o blog. Para fazer as matérias do CW, eu conversei com gente muito importante dentro da indústria da moda. Para citar apenas alguns, Valdemar Iódice, Bárbara Resende, Juliana Rakoza e Cristina Zanetti. Não preciso nem dizer que, na maioria das vezes, eu estava super ansiosa e apreensiva com o que elas achariam do meu trabalho. Mas, depois me dedicar ao planejamento pré-entrevista e na redação das matérias em si, eu sempre recebi um feedback muito positivo de todas essas pessoas. A verdade é que, se você fizer o seu trabalho bem feito, seja ele para um blog ou para uma revista de circulação nacional, as pessoas vão se lembrar de você sob um viés positivo.

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