Cadê o Fashion Rio?

Não, o Fashion Rio não chegou ao fim. Quem gosta de acompanhar as semanas de moda deve lembrar quando, em setembro do ano passado, chegou a noticia de que o Fashion Rio não teria mais a edição de Inverno, já que a cidade tem essa estação quase inexistente. Algumas marcas cariocas, como Sacada e Acquastudio, migraram temporariamente para as passarelas de São Paulo, com a promessa do Fórum da Moda de que tudo estaria normalizado a tempo para a temporada de Verão, que começa na próxima segunda-feira, dia 13.

No entanto, não foi bem  o que aconteceu: enquanto o SPFW comemora 20 anos mais forte do que nunca, o Fashion Rio ainda não sabe muito bem para que lado vai.

Mas o que isso significa para a moda brasileira?

Fashion-Rio_SPFW Durante os últimos anos, não era difícil ouvir comentários sobre a exaustão das modelos e da imprensa por existirem duas semanas de moda no país. Mais do que isso, a exaustão que o Rio carregava por ser a última semana de todas as temporadas no mundo. Será que era mesmo necessário existirem duas semanas de moda competindo no Brasil?

Para repensar os objetivos do Rio de Janeiro no cenário da moda, o Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) criou o Fórum Empresarial da Moda, atualmente liderado por Oskar Metsavath, da Osklen. Atualmente, a posição deles é de que o evento precisa de mais tempo para se transformar em algo realmente relevante e alinhar as metas dos criadores cariocas. Paralelo a tudo isso, Eloysa Simão, que até 2009 esteve à frente da organização do Fashion Rio, anunciou que haverá uma edição especial do Salão Bossa Nova em maio – ainda sem data confirmada. Uma opção para as marcas que não abrem mão de estarem presentes na cidade litorânea.

O Fashion Rio carrega consigo marcas importantes no cenário da moda com um potencial enorme de exportação de imagem e produto, e justamente por esse motivo repensar a dinâmica dos desfiles nacionais se torna tão importante. No anúncio dessa medida, Paulo Borges, CEO da Luminosidade, defende que não se tratava de um retrocesso – pelo contrário. “Processos de transformação fazem parte do DNA da moda como um todo e não pode ser diferente com o mercado. É sempre positivo quando os players se organizam para discutir, combinar e propor os rumos para o setor”, explicou então.

Agora é esperar para ver o que vem pela frente!


Essa matéria faz parte da cobertura do SPFW Verão 2016.  Vem ver o que mais a gente já publicou sobre o evento!

*Por Júlia Ribeiro de Lima, em colaboração ao Costanza Who

 

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Um comentário em Cadê o Fashion Rio?

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